Aqui questionamos, buscamos respostas, sugerimos e criticamos o que entendemos não atender os anseios e expectativas do interesse público. Buscando a coerência, a imparcialidade e a verdade. Respeitamos opiniões divergentes sem jamais acatar imposições
sábado, 3 de abril de 2010
Espaço para REFLEXÃO.
Simples como a vida do MESSIAS:
Essa sumana istive a refretir
assobre tudo que Jesuis viveu
a imensa dor que feiz ele sentir
a traição de um amigo seu.
Artora: Zufirina.
Aproximação do PCdoB com Paulo Skaf incomoda PT em SP.
Fonte: Claudio Leal, da Terra Magazine
As articulações do PCdoB com o presidente da Fiesp e pré-candidato do PSB ao governo paulista, Paulo Skaf, provocam divergências entre comunistas e a direção nacional do PT. Nasce incômodo também da candidatura do cantor Netinho de Paula ao Senado, que concorre no mesmo campo da ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT).
O líder do governo na Câmara Federal, Cândido Vaccarezza (PT-SP), chegou a defender o nome do comunista Aldo Rebelo em lugar de Netinho, no que foi rebatido pelo ministro dos Esportes, Orlando Silva. O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, e a presidente estadual, Nádia Campeão, abriram os diálogos com Skaf. Dentro do partido, há opiniões opostas quanto aos frutos da aliança.
Na semana passada, numa reunião do comitê político do PCdoB, o delegado Protógenes Queiroz (responsável pela Operação Satiagraha), o pré-candidato ao Senado Netinho de Paula, o vereador Alcides Amazonas e Nádia Campeão, defenderam o apoio a Skaf. Na avaliação do grupo, essa candidatura ajudaria a dividir os votos do PSDB no Estado. Para além disso, consideram importante a união em torno do “socialista”. Aliado nacional da legenda, o senador Aloizio Mercadante concorrerá ao governo pelo PT.
Como parte das articulações, Protógenes Queiroz, candidato à Câmara Federal, tomou café-da-manhã com Paulo Skaf na última segunda-feira, na Fiesp. O encontro durou mais de três horas. Ontem foi a vez de Nádia Campeão conversar durante uma hora com o provável aliado. A nova rodada de debates do comitê político do PCdoB vai ocorrer depois da Semana Santa, em 5 de abril.
Lula se dá por vencido e Temer será o ‘vice’ de Dilma.
Está pavimentado o caminho que levará o deputado Michel Temer à posição de candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.
Em diálogo que manteve com um dirigente do PT, Lula disse que desistiu de “dar murro em ponta de faca”.
Patrono do projeto Dilma-2010, Lula torcia o nariz para Temer. Buscava alternativas. A principal era Henrique Meirelles, presidente do BC.
Lula desistiu de esmurrar a faca, segundo disse, porque Temer “fechou o PMDB”. Daí ter pedido a Meirelles que ficasse no BC.
Concluiu que, levada às últimas consequências, a resistência a Temer poderia comprometer “o essencial”.
E o que é “o essencial”? O apoio formal do PMDB a Dilma, com a cessão do tempo de televisão do partido à candidata.
Para ser oficial, a adesão precisa ser formalizada em convenção. E o grupo de Temer controla a grossa maioria dos votos.
O deputado “fechou o PMDB”, na expressão de Lula, em fevereiro, mês em que foi reconduzido à presidência do partido.
Temer reteve a cadeira, que ocupa desde 2001, em costura que envolveu os protolulistas José Sarney e Renan Calheiros.
De quebra, isolou o pedaço do PMDB que pende para o presidenciável José Serra, do PSDB. E fulminou a quimera da candidatura própria.
Também o PT rendeu-se a Temer. Ouvido pelo repórter, uma liderança do partido disse que o futuro vice não renderá votos a Dilma. Porém...
Porém, vai entregar à candidata um tempo de TV que, somado ao dos outros partidos da coligação, resultará na maior vitrine eletrônica da campanha.
Estimou que Dilma terá à sua disposição algo como 45% de todo o espaço televisivo a ser partilhado entre os candidatos à sucessão de Lula.
Num exercício retórico, o grão-petê explicou que, num cenário de disputa apertada, a televisão é tão importante para Dilma quanto o ar que a candidata respira.
Disse que, menos conhecida que o rival Serra, Dilma usará metade do tempo para se apresentar ao eleitor. A outra metade servirá para vinculá-la à gestão Lula.
Trabalha-se com a seguinte equação: Dilma + Lula x Continuidade = Favoritismo. Meirelles injetava na conta uma variável que poderia conspurcar o resultado.
Esta será a segunda vez que Temer vai às urnas como candidato a um cargo executivo. A primeira tentativa resultou em fiasco.
Deu-se em 2004, na eleição para prefeito de São Paulo, vencida por José Serra. Temer foi à disputa como vice de Luiza Erundina (PSB).
A dupla beliscou escassos 4% dos votos dos paulistanos. Amargou um constrangedor quarto lugar.
Deputado desde 1987 –primeiro como suplente, titular a partir de 1995— Temer receberia em 2006 um, por assim dizer, recado do eleitor.
Tomado pelo número de votos que obteve (99.046), Temer não teria sido devolvido à Câmara. Serviu-se, na bacia das almas, das sobras do quociente eleitoral.
Chegou ao Congresso com uma estatura menor que a exibida em 2002, quando amealhara sua melhor marca: 252.229 votos.
Naquele ano, graças às articulações do grupo de Temer, o PMDB entregara seu tempo de TV ao tucano José Serra.
O partido plantara na chapa de Serra, como candidata a vice, a deputada pemedebê Rita Camata (ES), hoje filiada ao PSDB.
A vitória de Lula submeteu Temer a uma realidade adversa. Sob FHC, fora à presidência da Câmara duas vezes. Obtivera cargos na máquina pública.
No primeiro mandato de Lula, perderia os cargos. E seria ultrapassado em prestígio por Sarney e Renan, lulistas de primeira hora.
Reeleito em 2006, Lula decidiu ampliar sua base congressual. Encontrou em Temer um interlocutor maleável.
Fragilizado pelas urnas miúdas e premido pela necessidade de recuperar o espaço que seu grupo perdera para a ala do Senado, Temer acertou-se com o governo.
Firmou com o petismo um acordo que o faria presidente da Câmara pela terceira vez, no estratégico biênio 2009-2010.
Ampliou-se para seis o número de ministros do PMDB. Entre os que foram à Esplanada, Geddel Vieira Lima, outro ex-aliado do tucanato.
Geddel tornou-se o principal defensor do projeto de Temer. Candidato ao governo da Bahia, operou nos subterrâneos contra a conversão do cristão novo Meirelles em vice de Dilma.
Sempre que o nome de Meirelles emergia nas manchetes, Geddel cuidava de lembrar ao PT que o prestígio do presidente do BC se restringia ao mundo das finanças.
Cristão novo no PMDB, partido ao qual se filiou em setembro de 2009, Meirelles não arrastaria na convenção do partido um mísero voto para Dilma.
Ficou entendido que a parceria eleitoral dependia da entrega da vice a Temer, guindado à condição de fiador do entendimento.
A última pesquisa Datafolha como que aplainou a crista de Lula e do petismo. Embora competitiva, Dilma estacionou. E a vantagem de Serra foi a nove pontos.
Para evitar reviravoltas, Lula desistiu de Meirelles. Pressentiu que era hora de garantir “o essencial”: o tempo de TV do PMDB. Digeriu Temer.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Esquema desvia R$ 2 milhões da pasta do Esporte.
FERNANDA ODILLA
MATHEUS LEITÃO
da Follha de S.Paulo, em Brasília
Um dos carros-chefes do Ministério do Esporte, o programa Segundo Tempo transformou-se ontem em caso de polícia. Foram presas cinco pessoas acusadas de desviar R$ 1,99 milhão do total de R$ 2,9 milhões repassados a duas ONGs ligadas ao PC do B no DF.
É a primeira vez que uma operação policial flagra desvio de verbas do programa criado para promover práticas esportivas com alunos no período em que estão fora da sala de aula. As investigações continuam e vão focar a pasta do Esporte. A polícia quer averiguar se houve falha na fiscalização e análise da prestação de contas.
Segundo a polícia, foram usadas notas frias para simular compra de merenda, uniforme e material esportivo em nome da Federação Brasiliense de Kung Fu e da Associação João Dias, presididas pelo policial militar João Dias Ferreira, preso e acusado de ser o principal beneficiário do esquema investigado pela Operação Shaolin.
Dias Ferreira foi candidato a deputado distrital derrotado em 2006 pelo PC do B e compôs a chapa encabeçada por Agnelo Queiroz, a época no PC do B, que deixou o Ministério do Esporte para se candidatar ao Senado e hoje é pré-candidato do PT ao governo do DF. Orlando Silva, atual ministro, também foi indicado pelo PC do B.
O convênio firmado com a Febrak, no valor de R$ 2,04 milhões, tinha como objetivo beneficiar 10 mil crianças e jovens por um ano a partir de junho de 2005, período em que Agnelo estava à frente do ministério. O outro convênio, segundo a polícia, foi firmado com a Associação João Dias em outubro de 2006, na gestão de Silva Jr.
O dinheiro desviado foi usado, segundo a investigação, para construir uma mansão num condomínio próximo à Brasília, montar três academias e comprar carros luxuosos. A polícia investiga também se houve desvio do dinheiro para abastecer campanhas políticas.
"São aproveitadores que, se valendo de um importante programa social, maquiavam a contabilidade para desviar recursos de jovens carentes. Com certeza alguém do ministério será chamado", disse ontem Pedro Cardoso, delegado-chefe da Polícia Civil do DF, responsável pela investigação.
Ontem, a polícia cumpriu cinco mandados de busca, cinco de prisão e indiciou sete pessoas por formação de quadrilha e fraude em licitação, entre elas, a mulher de João Dias. Ana Paula Faria é coordenadora do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde, indicada por Agnelo.
Apesar de ter se concentrado na análise das prestações de contas, a investigação colheu relatos de monitores, obrigados a retirar estudantes de sala de aula para ensinar kung fu --o propósito do projeto era a prática esportiva no segundo turno da jornada dos alunos.
No caso da federação, os investigadores descobriram que a maioria dos cadastros dos estudantes era falsa e flagraram alguns treinando na academia de ginástica no turno escolar.
As duas entidades também são alvos de ação do Ministério Público, que cobra R$ 3,1 milhões da Febrak por irregularidades na prestação dos serviços. Foi pedido bloqueio de bens de João Dias Ferreira.
Ministério do Esporte diz que fiscalizou
O órgão informou que já sabia das irregularidades há dois anos e, por isso, cancelou ou não renovou os convênios. Os advogados dos presos não foram localizados. O ex-ministro Agnelo Queiroz não quis comentar.
Governo Lula não quer saber fonte de jornalista.
Dr Corrêa, cadê o áudio do grampo? E a investigação sobre a denúncia do Paulo Henrique?
Paulo Henrique Amorim encaminhou o documento anexo à Polícia Federal, em São Paulo, nesta tarde de segunda feira, dia 29 de março de 2010:
“Se pudesse decidir se devemos ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último.” Thomas Jefferson
“A imprensa não tem que ser justa; tem que ser livre.” Márcio Thomaz Bastos, ex- Ministro da Justiça
“A imprensa regula o Estado, e a internet se contrapõe à própria versão da imprensa sobre as coisas. A internet é o espaço da liberdade absoluta, para além da liberdade de imprensa.” Ayres Britto, Ministro do Supremo Tribunal Federal
São Paulo, 29 de março, 2010
Dra. Juliana Resende Lima
Delegada da Polícia Federal – São Paulo
Prezada Dra. Juliana Lima,
Lamentavelmente, depois que falamos ao telefone surgiram compromissos profissionais que me impedem de atender ao seu convite.
(Anexo o e-ticket da viagem.)
Gostaria, porém, de ponderar, com todo o respeito, que não vejo por que ser entrevistado numa ação “disciplinar” realizada pela Corregedoria da Polícia Federal.
Desde que recebi o documento concernente ao convite, me fiz essa pergunta: o que eu tenho com isso ?
Daí a razão do meu telefonema, além de informar que não seria possível atender ao convite na data antes marcada.
Mas, percebi que a senhora – com um tom de voz deselegante e até arrogante, devo sublinhar – quer saber quem me passava informações sobre a Operação Satiagraha.
Sou jornalista há 49 anos e me habituei a entender o que as pessoas me dizem.
Diante disso, telefonei ao gabinete do Ministro da Justiça – a quem, pelo menos no plano formal, a Polícia Federal se subordina – e formulei a seguinte pergunta, dirigida ao próprio Ministro Luiz Paulo Barreto: “O Governo do Presidente Lula agora deu para querer saber a fonte de jornalista ?”
Para responder a essa pergunta, a Assessora Especial do Ministro da Justiça, Christina Abelha, me honrou com uma visita à redação do Conversa Afiada, em São Paulo, nesta sexta-feira 26 de março de 2010.
A Sra. Abelha me informou que o Ministro da Justiça, em absoluto, não queria saber quais eram as minhas fontes de informação.
Pedi, então, que dissesse isso por escrito, num e-mail que pudesse submeter à sua douta apreciação, Dra Resende Lima.
Aí vai, na íntegra, o e-mail que recebi neste sábado:
Caro Paulo Henrique,
Atendendo seu pedido de esclarecimento sobre a intimação para que compareça, na condição de testemunha, à Corregedoria da Superintendência Regional da PF em São Paulo, para prestar informações no interesse de Sindicância instaurada pela Corregedoria-Geral, a fim de apurar possíveis vazamentos nas investigações que culminaram na Operação Satiagraha, informo que:
Sua preocupação, a mim relatada, de que o interesse único dessa intimação seria conseguir os nomes de suas fontes, envolvidas no trabalho jornalístico que realizou, não procedem. O direito do jornalista de preservar os nomes de suas fontes é lícito e, em momento algum, você será obrigado a revelá-las.
Por parte do Ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, esclareço que não há e não haverá, em sua gestão, qualquer tipo de ação abusiva de sua equipe, no sentido de forçar cidadãos, no pleno exercício profissional, a revelar o que tiverem o direito de resguardar.
Esperando ter esclarecido suas dúvidas, despeço-me,
Christina Abelha
Assessora Especial do Ministro da Justiça
Dra. Resende Lima, recentemente tive a honra de entrevistar no programa “Domingo Espetacular” o Vice-Presidente da República, Dr José Alencar.
Foi uma entrevista emocionante, que teve, numa leitura preliminar do IBOPE, 16 pontos contra 15 da Globo (depois, nas leituras não-preliminares do IBOPE, a Globo costuma reagir).
A certa altura, perguntei ao Dr. José Alencar, que se submeteu a 15 cirurgias para combater o câncer, se tinha medo de morrer.
Ele respondeu: “Não tenho medo da morte. Tenho medo da desonra.”
Dra. Resende Lima, para um jornalista, revelar a fonte é pior que a morte: é uma desonra.
Aproveito o seu zelo profissional para perguntar sobre o andamento de uma denúncia que fiz à Policia Federal sobre perseguições que sofri de pessoas ligadas ao Governador José Serra e ao banqueiro condenado Daniel Dantas.
Transcrevo, a seguir, a notícia sobre a denúncia que publiquei em meu site na internet, o Conversa Afiada:
Um portador entregou hoje, segunda-feira, dia 26 de janeiro (de 2009), a seguinte representação na sede da Polícia Federal, em São Paulo.
Quem recebeu foi D. Leonice, secretária do Superintendente da PF em São Paulo, Dr Leandro Daiello Coimbra.
A representação foi protocolada às 10H55M, sob o número 08500.000346/2009-25
Exmo. Senhor
Superintendente da Polícia Federal no Estado de São Paulo
Delegado de Polícia Federal Leandro Daiello Coimbra
N E S T A
Senhor Superintendente,
Paulo Henrique Amorim, jornalista, … vem à presença de V.Exa. para expor e requerer o que segue:
O requerente e membros de sua família têm sofrido ações de espionagem, perseguição e grampo telefônico por parte de indivíduos que atuam a mando do banqueiro Daniel Valente Dantas e do governador José Serra. A ação desses indivíduos visa intimidar a atuação profissional do requerente, cuja cobertura jornalística noticia atos prejudiciais à sociedade praticados por Dantas e Serra.
Diante do exposto, e em atendimento à solicitação do Exmo. Ministro da Justiça, dr. Tarso Genro (conforme correspondência anexa) o requerente solicita de V.Exa. sejam adotadas as providências necessárias para apuração dos fatos e punição dos envolvidos.
São Paulo, 26 de janeiro de 2009
Paulo Henrique Amorim
Se for o caso, posso encarecer ao Exmo. Ministro da Justiça para que, como fez o antecessor, sugira à Polícia Federal para concluir as investigações.
Atenciosamente,
Paulo Henrique Amorim
Em tempo: gostaria muito de dar o furo sobre o áudio do grampo do diálogo do Ministro Gilmar Mendes com o Senador Demóstenes Torres. Sei que a grave denúncia da respeitada revista VEJA está sob exame desta Polícia Federal. Como jornalista, eu teria um imenso prazer em divulgar esse áudio, se a Sra, Dra Resende Lima, me ajudasse a descobrí-lo. Garanto o sigilo da fonte.
Paulo Henrique Amorim
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