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quarta-feira, 14 de abril de 2010

SEM LUTA NÃO HÁ CONQUISTA!

Esta é uma convocação da nossa associação e visa à defesa de nossos direitos, buscando resgatar a dignidade de nossas carreiras e funções que a cada dia são mais afrontadas, desrespeitadas e vilipendiadas por estas administrações que insistem em não cumprir as Leis, especialmente as que nos concede os mínimos benefícios;

Na condição de servidores e cidadãos, não podemos ser tolhidos em nossos direitos, dentre eles, comparecermos a uma sessão da Câmara Municipal que trata dos nossos interesses, pelo fato da mesma realizar suas sessões em horários conflitantes com o expediente da Prefeitura;

Com certeza tentarão nos pressionar para não comparecermos, no entanto, não podemos ceder a estas pressões que visam nosso enfraquecimento. Não podemos esperar que as chefias nos autorizem o que seria um despropósito.

Sugerimos que a Associação envie um ofício ao Chefe do Executivo comunicando nosso comparecimento.


Constituição Federal

Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

Parágrafo único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.


Art. 3º - Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;


Lei Orgânica do Município

Art. 102. Fica assegurado o direito de reunião em locais de trabalho aos servidores e suas entidades representativas.

PSDB entra no TSE com representação contra pesquisa Sensus.

FOLHAONLINE
BRENO COSTA
da Reportagem Local

O PSDB protocolou nesta quarta-feira uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra o instituto Sensus. Pesquisa do instituto, encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo), apontou ontem empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%) -- resultado mais apertado já obtido entre os dois candidatos até agora.

Segundo Ricardo Penteado, advogado do PSDB e da campanha de Serra, o instituto Sensus desrespeitou o prazo legal de cinco dias entre o registro da pesquisa no TSE e a divulgação dos resultados.

A pesquisa foi registrada inicialmente no último dia 5 em nome do Sindecrep (sindicato de trabalhadores em concessionárias de rodovias). No entanto, diz Penteado, após a Folha ter revelado que a entidade negava a encomenda ao Sensus, houve o registro, no dia 9, de um outro sindicato como autor do registro, o Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo).

A partir daí, conforme argumenta o advogado do PSDB, um novo prazo deveria ter sido contado, e a pesquisa só poderia ter sido divulgada hoje. Penteado pede multa de R$ 100 mil ao instituto.

Ontem, políticos do partido desqualificaram o levantamento. "Os institutos de pesquisa deveriam ter um certo regulamento. Eu acho meio surreal um sindicato encomendar pesquisa", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

Para o senador Álvaro Dias (PR), a pesquisa "não captou a realidade" uma vez que os fatos políticos foram favoráveis a Serra nos últimos dias --especialmente após o evento que lançou a sua pré-candidatura no sábado.

De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Segundo dados apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral, sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas.

Representação contra Lula e Dilma

Ricardo Penteado afirmou que amanhã o partido entrará com outra representação no TSE contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além dos presidentes da CUT e da Força Sindical, sob a acusação de uso eleitoral da estrutura sindical no evento montado no sábado, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, para se contrapor ao lançamento ao Planalto de José Serra.

Médicos residentes de 13 Estados fazem paralisação; categoria protesta no Masp.

FOLHAONLINE
da Reportagem Local

Os médicos residentes de 13 Estados brasileiros realizam uma paralisação de atividades nesta quarta-feira para reivindicar, entre outros, o reajuste da bolsa para a categoria, garantia de auxilio moradia e alimentação e cumprimento da jornada de trabalho de 60 horas semanais.
Segundo informações da Associação Nacional dos Médicos Residentes, os Estados que participam da paralisação de hoje são: São Paulo, Amazonas, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e Santa Catarina. Os protestos acontecem de acordo com a determinação de cada Estado.

No caso de São Paulo, cerca de 400 médicos residentes estavam no vão livre do Masp, na avenida Paulista, por volta das 10h30 desta quarta em protesto. De acordo com o médico residente João Paulo Cechinel Souza, presidente da Associação de Médicos Residentes, o grupo aguardava médicos de cidades do interior que também aderiram à paralisação para sair em passeata até a Secretaria Estadual de Saúde, no bairro Cerqueira César.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou não possuir um balanço de adesão a paralisação ou informações sobre comprometimento dos atendimentos em decorrência da greve. O Hospital das Clínicas e a Santa Casa também não tinham informações sobre comprometimentos do atendimento nas unidades.

Além dos 13 Estados paralisados nesta quarta, outros cinco Estados também devem interromper as atividades em protesto. Ontem, a paralisação aconteceu no Rio Grande do Sul e amanhã deve ocorrer em Minas, Mato Grosso, Acre e Piauí.

Outras reivindicações da categoria são: o reajuste de 38,7% da bolsa, garantia de pagamento de auxílio moradia e alimentação, pagamento da 13º bolsa-auxílio, aumento de licença maternidade para seis meses e cumprimento da jornada de 60 horas semanais. De acordo com a Associação Nacional dos Médicos Residentes a paralisação é apenas um alerta, mas se não houver acordo, a categoria pode entrar em greve por tempo indeterminado

Polícia Federal entra em greve por melhores salários.

A Polícia Federal promove paralisação nesta quarta-feira (14) em todo o país, reivindicando reajuste salarial. De acordo com Sindicato dos Servidores da Polícia Federal, os serviços essenciais como passaporte, escolta de presos e aeroportos não devem ser interrompidos, mas haverá a chamada “operação padrão” nos aeroportos de Congonhas e Cumbica, que deve gerar filas para os usuários.

Durante a operação, policiais federais pedirão documentos a quem for embarcar após a passagem no detector de metais –atualmente os documentos são requisitados apenas no salão de embarque. A ação faz parte dos protestos e a PF já antecipa: vai criar filas. Em Congonhas, a operação acontecerá das 12h às 14h, e em Cumbica das 17h até 20h, afirma o sindicato. Viracopos, em Campinas, não é afetado.

A paralisação acontece nesta manhã, na sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo. Às 10h, quando os portões foram fechados, uma fila já se aglomerava na entrada. Os funcionários estavam liberando apenas a entrada de quem tinha agendamento para fazer passaporte. As outras pessoas eram orientadas a retornar outro dia – já que a princípio a paralisação deve durar apenas um dia.

Na região, a Polícia Federal tem postos em Campinas, Araraquara, Piracicaba, Ribeirão Preto e Varginha.

Se as reivindicações não forem atendidas, no entanto, os policiais federais já têm data para a próxima parada: dia 28 de abril. Nessa data, a paralisação deve ser maior, de dois dias. E as interrupções no trabalho devem aumentar.

De acordo com Francisco Carlos Sabino, diretor de relações de trabalho da Federação Nacional dos Policiais Federais e vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal, o reajuste salarial pedido é de cerca de 24%. Segundo ele, de 2002 a 2009, o governo federal deu reajuste de 552% a algumas classe do Executivo, enquanto que a PF teve, no mesmo período, 83%.

“Nosso movimento pela reestruturação salarial é nacional. Queremos que seja dado a nós o que foi dado a eles. Nunca se trabalhou tanto na PF, mas não queremos apenas elogios”. Ele afirma que a expectativa é deixar os salários equivalentes aos da Receita Federal. “O salário inicial seria de cerca de R$ 12 mil”, afirma. “Em 2002, nosso salário era referência para os servidores”.

A expectativa do sindicato é que cerca de 600 pessoas se reúnam na mobilização de São Paulo e cerca de 10 mil no país todo.

Reivindicações:

De acordo com Francisco Carlos Sabino, diretor de relações de trabalho da Federação Nacional dos Policiais Federais e vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal, o reajuste salarial pedido é de cerca de 24%. Segundo ele, de 2002 a 2009, o governo federal deu reajuste de 552% a algumas classe do Executivo, enquanto que a PF teve, no mesmo período, 83%.

“Nosso movimento pela reestruturação salarial é nacional. Queremos que seja dado a nós o que foi dado a eles. Nunca se trabalhou tanto na PF, mas não queremos apenas elogios”. Ele afirma que a expectativa é deixar os salários equivalentes aos da Receita Federal. “O salário inicial seria de cerca de R$ 12 mil”, afirma. “Em 2002, nosso salário era referência para os servidores”.

Ação nos aeroportos

Os policiais federais que aderiram à paralisação organizaram também a chamada “operação-padrão” nos aeroportos da cidade para esta quarta-feira. Em Congonhas, a previsão era que a operação começasse às 12h, mas até as 13h os policiais ainda não tinham começado o protesto. Na operação-padrão os agentes conferem os documentos de quem vai embarcar após a passagem pelo detector de metais. Normalmente, a pessoa só entrega a documentação no salão de embarque. A PF acredita que isso deverá causar filas nos aeroportos. No Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a operação deverá começar às 14h.

“Estamos com vans preparadas e vamos disponibilizar quantas forem necessárias para fazer essa mobilização no aeroporto. Faremos o atendimento padrão, como deve ser feito, como a legislação determina. Temos indícios de que o serviço não é feito da maneira adequada, mas por pessoas sem habilitação e sem comprometimento, que ganham R$ 500. Não podemos deixar que essas pessoas façam nosso trabalho, exigimos que coloquem policiais federais legitimados para serviços de migração”, afirmou Rogério Almeida Lopes, presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal de São Paulo.

A paralisação contou também com o apoio do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo, o que estava sendo considerado pela PF uma vitória, já que nem sempre os delegados se mobilizam. “Esse movimento é última instância, porque o governo federal tem menosprezado todos os pedidos e manifestações que as entidades da PF têm entregue, especialmente ao Ministério do Planejamento”, afirmou em discurso Amauri Portugal, presidente do sindicato dos delegados.

“Esse governo sempre se valeu das atividades da Polícia Federal no combate à corrupção e ao crime organizado. Mas quando necessitamos de uma valorização das nossas funções, o presidente Lula nos vira as costas. E na véspera de uma eleição.”

No Rio, tudo normal.

A assessoria de imprensa da Superintendência da Polícia Federal do Rio informou que não houve nenhuma alteração nas atividades dos servidores da unidade regional nesta quarta-feira (14). De acordo com um agente da PF do Rio, não há qualquer informação de adesão à paralisação que reivindica aumento salarial, chama a atenção para a falta de uma lei orgânica e exige plano de carreira.

Políticos terão de declarar bens como no IR, diz presidente do TSE.

Do UOL Notícias

Em BrasíliaO presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto, anunciou que os políticos que forem candidatos neste ano terão de declarar seus bens da mesma forma que o fazem para o Imposto de Renda. Em entrevista ao colunista do UOL Notícias e da “Folha de S.Paulo” Fernando Rodrigues, Ayres Britto disse que todos os candidatos estarão obrigados a detalhar suas propriedades com a mesma precisão requerida pela Receita Federal, informando os valores.

“Nós estamos aperfeiçoando nosso modelo, aproximando-o do modelo adotado pela Receita Federal (…). Nós estamos fazendo nesses dois campos do formulário de registro de candidatura um reservado para declaração de bens, outro reservado para a vida pregressa processual do candidato; nós estamos introduzindo modificações no sentido do detalhamento”, disse o ministro.

Pelo atual sistema, os políticos podem colocar de maneira genérica, em suas declarações, os bens que possuem. Às vezes nem especificam valores. A regra facilita a ocultação do patrimônio. Com o novo formulário, que será exigido pela Justiça Eleitoral neste ano, esse tipo de subterfúgio não será mais possível.

Outra novidade na eleição deste ano serão as fotos dos candidatos ocultos: quem concorre ao cargo de suplente de senador, vice-governador e vice-presidente. Em eleições anteriores, só aparecia na tela da urna eletrônica a foto do candidato titular. Agora, aparecerão também as imagens dos políticos que são eleitos de carona nesse processo –assim o eleitor terá uma chance de ver exatamente quem está escolhendo.

O presidente do TSE reafirmou também que a internet é considerada território livre nas eleições deste ano. Assim, fica totalmente liberada a realização de entrevistas, debates e discussões entre candidatos já nesta fase de pré-campanha. “A interpretação que faço, desde a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) na ADPF 130 [que tratou da Lei de Imprensa], é de que a internet é mesmo um território virtual livre para debates, troca de idéias, informações, entrevistas, aliás, como consta do veto do presidente Lula à Lei 12.034, da minirreforma eleitoral”, disse o ministro.

Campanha antecipada
Neste ano, o TSE aplicou duas multas, no valor total de R$ 15 mil, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por campanha antecipada para a pré-candidata do PT à Presidência, a ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula passou a desdenhar das decisões da Justiça em eventos públicos.

Indagado sobre o comportamento de Lula, Ayres Britto disse que o bom exemplo deveria partir do presidente. “A frincha por onde passa um boi, passa uma boiada. Não se pode facilitar, então é preciso que o bom exemplo venha do cargo mais alto para que esse bom exemplo se reflita, se irradie por todos os outros cargos da federação”, disse o presidente do TSE.

Ayres Britto afirmou ainda que a prática é parte da cultura política brasileira. “O problema é cultural, é histórico, está no imaginário de cada chefe do Poder Executivo federal, estadual, municipal e todos eles chegam como que possuídos dessa obrigação, e ninguém tem essa obrigação, de fazer o seu sucessor; e de preferência ser o sucessor do seu sucessor. Isso termina confundindo projeto de governo com projeto de poder”, disse o ministro.

Ficha Limpa
Favorável ao projeto de lei que torna inelegíveis candidatos condenados pela Justiça, Ayres Britto disse que, caso o Congresso não aprove o projeto dos fichas limpas, a Justiça Eleitoral estará de mãos atadas para qualquer tipo de iniciativa relacionada ao tema. “Senão vier a lei, a Justiça Eleitoral estará manietada, porque já houve duas decisões convergentes do TSE e do STF, e eu fiquei entre os votos vencidos, dizendo que a vida pregressa do candidato, ainda que marcada por passivo processual aviltado, não é condição de elegibilidade”, explicou.

Ainda que o projeto não seja aprovado, no entanto, será obrigatório nas eleições deste ano que todos os candidatos apresentem à Justiça Eleitoral ficha criminal contendo todos os processos a que respondem. As fichas estarão disponíveis na internet para a consulta dos eleitores. “O candidato é obrigado a entregar uma declaração fidedigna, sob pena de crime de falsidade ideológica, e é bom que o eleitorado saiba da vida pregressa do candidato (...). Isso é um direito, senão não pode haver voto esclarecido, voto consciente”, disse Ayres Britto.

Financiamento de campanha
Indagado sobre o financiamento de campanhas no Brasil, o ministro reconheceu falhas no sistema atual. “Nós sabemos que um dos nossos calcanhares de Aquiles, um dos pontos de fragilidade estrutural do sistema político brasileiro é o campo das doações de recursos”, disse.

Britto, no entanto, nega que o financiamento público exclusivo de campanha seja solução para o problema. “Já pensei que [o financiamento público] seria o ideal, mas há certas lições que a gente aprende não na escola e nos livros, mas na prática (...). O financiamento exclusivamente público impede as pessoas, a cidadania, e não só as empresas, de participar com os seus recursos financeiros na campanha. Eu acho que o sistema misto, desde que transparente, ainda é o melhor, me convenci disso”, disse o ministro.

Internet nas eleições
Entusiasta da utilização da internet como instrumento de participação política, Ayres Britto defende que a rede possa, no futuro, reorientar as relações de financiamento de campanha.

“A lógica precisa ser invertida e o TSE tomou a dianteira do processo. Pela internet neste ano nós vamos viabilizar não só a participação política dos internautas, como a internet enquanto supridora de recursos para campanhas eleitorais. Os governantes tendem a ajudar quem os ajuda financeiramente, se é a população por inteiro, a cidadania, que vai carrear recursos para os governantes via internet, então eles vão se preocupar mais com a população”, aponta o presidente do TSE.

Arriscando previsão sobre o futuro, o ministro disse acreditar ser possível, um dia, o eleitor, inclusive, votar por meio da internet.

“Rousseau dizia que o futuro nos daria uma condição em que todos decidiriam sobre tudo. Aí vem Norberto Bobbio para completar e dizer que no futuro, com a tecnologia, ninguém precisará sair de casa para votar. Eu tenho que para mim, o futuro nos reserva esse tipo de comodidade, sem perda da segurança de votação. Do jeito que as coisas andam, isso não vai demorar, não. O Brasil é o primeiro país do mundo em tecnologia do voto”, disse.

Indagado sobre se o voto em cédula não seria mais seguro, Ayres Britto negou: “Seria um retrocesso para o Brasil. O voto impresso atrasou demais, é mais oneroso, as impressoras atolavam. É possível fazer auditoria segura eletronicamente”, defendeu o presidente do TSE.

Na entrevista, Ayres Britto manifestou-se também pela manutenção do voto obrigatório no Brasil.

“O voto não obrigatório sempre me seduziu, mas ao entrar aqui [no TSE] fiquei fragilizado dessa convicção. Nós estamos votando mais vezes, cada eleição é um processo em concreto de educação política do povo. Quando alguém não vota tende a se desmobilizar e perder parte da cidadania, e quem geralmente deixa de votar são as classes menos esclarecidas, menos educadas. Não acho que tem ser assim para sempre. É como as cotas, é uma medida educativa para sociedade”, defendeu.

Peluso na presidência do STF
Neste mês o ministro Cesar Peluso toma posse como presidente do STF. Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, Peluso disse ser favorável à redução das férias dos juízes de 60 para 30 dias. Ayres Britto foi cauteloso ao tratar do tema, mas disse que o novo presidente está no caminho certo ao tocar no assunto. “Acredito que o futuro sinaliza que deva diminuir para 30 dias mesmo”, disse.

Sobre as expectativas para a gestão de Peluso à frente do STF, Ayres Britto disse que “a Justiça estará em boas mãos com o novo presidente”. “Ele é um juiz de carreira, muito preparado tecnicamente. É mais reservado, mais comedido, mas é um grande magistrado”, disse.