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quarta-feira, 2 de junho de 2010

PPS pede a MPF investigação contra comitê de Dilma.

Aliado de José Serra, o PPS decidiu protocolar na Procuradoria-Geral da República um pedido de investigação contra a campanha de Dilma Rousseff.

O partido requer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a abertura de um inquérito.

Deseja que seja apurada a denúncia de que, sob Dilma, montava-se um dossiê contra o rival e uma de suas filhas, Verônica Serra.

O documento do PPS menciona o jornalista Luiz Lanzetta, a quem se atribui a montagem do dossiê, a soldo do PT.

Coube ao deputado Raul Jungmann (PE) entregar o pedido na Procuradoria. "Trata-se de um tema criminal de extrema gravidade”, disse.

“Não estamos aqui fazendo a defesa de Serra. Até porque a apuração desse caso não é essencial apenas para ele...”

“...É essencial para os partidos e para todos os candidatos. Lugar de criminoso, de aloprado, de chantagista e araponga não é na política. É na cadeia."

Ecoando o presidente do PSDB, que falara sobre o tema na véspera, Jungmann atribui a responsabilidade pelo dossiê a Dilma.

O próprio Serra adotou o mesmo tom: "A principal responsabilidade desse dossiê é da candidata Dilma. Disso não tenho dúvidas...”

“...Como a principal responsabilidade do dossiê dos aloprados [de 2006] é do Aloizio Mercadante...”

“...Como a principal responsabilidade do dossiê de 2002 é do Ricardo Berzoini [ex-presidente do PT]."

Ouvido, José Eduardo Dutra, presidente do PT, classificou de "patifaria" a insinuação de que Dilma esteja por trás do dossiê.

Ao responder especificamente a Serra, Dutra ironizou: "O Serra tentou por um tempo passar a imagem de 'Serrinha paz e amor', mas pelo visto, essa fase passou".

Sobre Lanzetta, o suposto organizador do dossiê, Dutra dá uma explicação dicotômica. Diz que o jornalista não trabalha na campanha. Porém...

Porém, reconhece que a empresa de Lanzetta, Lanza Comunicação, realiza recrutamento de pessoal.

Segundo Dutra, o papel de Lanzetta se restringe à contratação de mão de obra para a pré-campanha de Dilma.

E quanto à encomenda do dossiê: "Não sei se houve tal contato, se não houve, mas não há nenhuma responsabilidade do partido ou da campanha".

Esclareceu, de resto, que o pessoal selecionado por Lanzetta se reporta diretamente ao deputado estadual Rui Falcão (PT), coordenador da comunicação do comitê.

Ou seja, se a Procuradoria quiser investigar, matéria-prima não há de faltar.

Cinco anos após denúncia do mensalão, Jefferson diz que Lula deve sucesso a ele.

A dias do marco de cinco anos da entrevista que detonou o maior escândalo do atual governo, o ex-deputado e presidente do PTB, Roberto Jefferson, avalia que contribuiu para a alta popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao afastar do Palácio dos Planalto os envolvidos no suposto esquema de compra de apoio no Congresso.

Em entrevista ao UOL Notícias, Jefferson disse ainda não guardar ressentimento após a turbulência política de 2005, que derrubou a cúpula do PT, ministros do governo federal, dirigentes de estatais e empresas privadas e parlamentares, incluindo ele próprio. Mesmo com críticas a Lula – aliou-se ao PSDB para tentar eleger José Serra para a Presidência da República – ele diz ter ajudado a gestão do petista.

“Eu livrei o governo dele do José Dirceu, [Luiz] Gushiken, [José] Genoino, Marcos Valério, Delúbio [Soares]. Ele me deve uma janta. O governo dele cresceu a partir daí”, afirmou, referindo-se ao ex-ministro da Casa Civil, ao ex-secretário de Comunicação, o ex-presidente do PT, o empresário que intermediava o esquema e o ex-tesoureiro petista.

Ao comentar sobre a suspeita do presidente de que o escândalo do mensalão foi uma tentativa de golpe promovida pela oposição, Jefferson ironizou: “Havia um cinturão em torno do Lula, ninguém chegava. Batia todo mundo no Zé Dirceu. Depois que ele se libertou disso, cresceu. A conspiração foi a favor dele porque eu o protegi o tempo todo.”

Jefferson disse também que sempre reiterou que Lula não sabia sobre a ação de membros do governo para comprar apoio de parlamentares – o que depois foi transformado na tese de que teria havido apenas crime eleitoral.

“O presidente foi surpreendido por mim. Nunca mudei isso. Não houve conspiração contra o governo dele. Houve contra pessoas que no governo dele tomavam esse tipo de atitude e faziam essa prática”, disse o presidente do PTB, que não voltou a ver Lula nem Dirceu depois de deixar a Câmara, cassado por quebra de decoro. Ele não poderá disputar eleições até 2018.

Prevaricação
O ex-deputado, que admite ter cometido crime eleitoral em 2004, afirmou que na denúncia encaminhada ao STF sobre o caso falta o nome do presidente. Para Jefferson, que atuou como advogado criminalista, Lula “deu uma mexida” ao sacar Dirceu e Gushiken do governo, mas preferiu proteger o PT a corrigir o problema.

“No mínimo ele prevaricou. O caso era na Câmara. Ele manda para o presidente da Câmara [na época João Paulo Cunha, do PT de São Paulo] que, descobrimos depois, apanhou dinheiro do mensalão e está denunciado por isso. Varreu o lixo para baixo do tapete. Ele não tomou nenhuma atitude que deveria ter tomado”, disse.

O Palácio do Planalto informou, por meio de assessoria de imprensa, que Lula não vai comentar as declarações do presidente do PTB e que o depoimento do mandatário sobre o caso já foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) no mês passado.

Na resposta ao questionário feito pelo Ministério Público Federal, Lula reconheceu recentemente que ouviu um alerta de Jefferson em março de 2005 sobre o suposto esquema de compra de congressistas da base aliada. O Ministério Público questionou se o presidente soube do mensalão por outra pessoa. O plenário do STF rejeitou pedido da defesa de Jefferson para incluir Lula entre os réus do processo.

Apesar da turbulência de 2005, Jefferson garante que “os ódios ficaram no passado”. “Quem vive de ódio enxerga para trás e não consegue ver o futuro. Isso passou. Foi aquele momento de enfrentamento, os ódios, esses instintos primitivos estavam muito acesos”, disse ele, referindo-se à célebre frase que usou ao se referir a Dirceu. Procurado pela reportagem, o ex-ministro não foi encontrado.

“Mas graças a Deus isso está plenamente superado. Isso aí não existe mais, passou. Não tenho nenhum ódio ou ressentimento do José Dirceu. Só não falo com ele. Deus me poupou do dissabor de encontrá-lo”, resumiu. Perguntado sobre se tem ressentimentos em relação a Lula, insistiu: “Ele me deve uma janta”.

Veja a íntegra da entrevista:
http://noticias.uol.com.br/politica/2010/06/02/cinco-anos-apos-denuncia-do-mensalao-jefferson-diz-que-lula-deve-sucesso-a-ele.jhtm

Presidente do PT diz que responsável por suposto dossiê não faz parte da campanha.

RANIER BRAGON
ENVIADO ESPECIAL A GOIÂNIA

 
Depois de classificar como atitude "desesperada" a acusação de José Serra (PSDB) contra Dilma Rousseff (PT), o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou na tarde desta quarta-feira que o jornalista que supostamente teria encomendado um dossiê antitucano não faz parte da campanha.

"Repelimos essa acusação. Não há nenhuma ação por parte do PT no sentido de orientar, autorizar ou permitir a formação desse tipo de material", afirmou Dutra, sublinhando que o jornalista Luiz Lanzetta "não faz parte da campanha".

A empresa de Lanzetta é a responsável pela contratação de assessores para a pré-campanha de Dilma. Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, Lanzetta teria feito contato com um delegado e um jornalista para promover investigação contra o ex-governador José Serra e integrantes da própria campanha de Dilma.

Dutra afirmou que o papel de Lanzetta se restringe exclusivamente à contratação de mão de obra para a pré-campanha. "Não sei se houve tal contato, se não houve, mas não há nenhuma responsabilidade do partido ou da campanha", afirmou. Segundo o presidente do PT, os assessores contratados pela empresa de Lanzetta se reportam diretamente ao deputado estadual Rui Falcão (PT), coordenador da comunicação da pré-campanha.

Dutra voltou a classificar como "patifaria" a afirmação de que Dilma compactuou com a fabricação de dossiês, referindo-se ao senador Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e afirmou que é "desespero" e "stresse acima do suportável" a declaração de Serra no mesmo sentido. "É uma acusação inconsistente", disse, ironizando em seguida: "O Serra tentou por um tempo passar a imagem de 'Serrinha paz e amor', mas pelo visto, essa fase passou".

As declarações do petista foram dadas em Goiânia, onde ele acompanha visita de Dilma à cidade. Até as 16h de hoje, ela não havia se pronunciado publicamente sobre o caso.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sem prorrogação de prazo, Alan Neto demite 133 comissionados.

Wellington Alves 01/06/2010 10:13

O presidente da Câmara Municipal, vereador Alan Neto (PSC), demitiu na tar­de de ontem 133 funcioná­rios comissionados que tra­balhavam no Legislativo.

Ele tentou prorrogar por mais 45 dias o prazo para exone­rar os servidores, mas teve o pedido negado pelo juiz Ra­fael Tocantins Maltez, da 2ª Vara da Fazenda Pública.

Entre os demitidos estão setores estratégicos, como diretoria de plenário, licita­ção e jurídico. Com isso, o andamento dos trabalhos na Casa de Leis deve ser pre­judicado. Neto admitiu que não sabe como ocorrerá a sessão de hoje sem os fun­cionários. "Virou um caos (a Câmara). Tem setores que se precisa de assinatura do funcionário e não teremos. Infelizmente em toda a mi­nha vida foi a primeira vez que assinei algo com dor no coração", desabafa.

Neto elaborou um proje­to de lei (PL) que deve ser encaminhado às comissões técnicas nesta terça-feira que reestrutura novamente os cargos na Câmara Muni­cipal. A proposta destina a maioria das vagas para con­cursados e não comissio­nados, apesar de garantir alguns cargos estratégicos em comissão. Neto reclama que o PL poderia ter sido vo­tado às pressas se a sessão de quinta-feira não tivesse sido encerrada pela falta de vereadores em plenário. "Se aprovasse o projeto, extin­guia-se a ação judicial. Tem gente que só pensa no pró­prio nariz", murmura.

Se não demitisse os 133 comissionados, o presidente da Câmara teria que pagar multa diária de R$ 5 mil. Ele conseguiu na terça-feira pas­sada um documento em que o promotor Zenon Lotufo concordava com a prorroga­ção do prazo para exonera­ções por 45 dias. Contudo, na quinta-feira o juiz indefe­riu o pedido.

O líder do Governo, verea­dor Zé Luiz (PT), acredita que faltou habilidade administra­tiva à Neto. "Nós sabíamos que o Judiciário era contrário aos cargos desde novembro. Ele deveria ter procurado uma solução antes." O pe­tista afirma que não votará a nova reestruturação dos car­gos às pressas. "É um projeto complicado para ser aprova­do sem discussão prévia. Ele exclui o cargo de taquígrafo, dando a entender que quer terceirizar o serviço. Não vou votar no afogadilho."

Entenda o caso - Em ju­nho do ano passado os vere­adores aprovaram projeto de lei de reestruturação da Casa de Leis. Dos 133 cargos, 76 são de funcionários antigos, que foram realocados em novos postos. Já os 57 car­gos criados foram repartidos entre apadrinhados dos vere­adores. Alguns iam à Câmara assinar a lista de presença para não ter desconto de salário e ficam a disposição dos parlamentares. Outros realmente são atuantes na Casa de Leis. As novas fun­ções geraram um acréscimo de R$ 300 mil aos cofres pú­blicos.

A decisão do Judiciário de exoneração dos comissio­nados tomou por base uma ação civil movida pelo Minis­tério Público, após denúncia do ex-vereador Edson Alber­tão. O despacho da 2ª Vara julga que os cargos comissio­nados deveriam ser vincula­dos diretamente à Presidên­cia da Câmara Municipal, o que não foi o caso da rees­truturação. Foram nomeados assessores, agentes de gabi­netes e outras funções.

Melhores vereadores de Guarulhos estão em seus primeiros mandatos.


Wellington Alves 01/06/2010 09:14

O Guarulhos Hoje encerra hoje a publicação do ranking dos vereadores de Guarulhos com base na atuação deles em 2009.

Os cinco melhores parlamentares, segundo os critérios estabelecidos pelo GH, coincidentemente, estão em seus primeiros mandatos. São eles: Eduardo Kamei (PSDB), Eduardo Carneiro (PSL), Guti (PMDB), Eneide de Lima (PT) e Romildo Santos (PSDB).

Não é a primeira vez que o Grupo Mídia Guarulhos, que desenvolve este jornal, elabora um ranking dos vereadores. Em 2006 e 2007 a Revista do Farol fez levantamento parecido com o objetivo de sempre dar pistas aos leitores de como estão atuando os parlamentares locais.

O resultado do ranking surpreendeu pelo fato de entre os 10 melhores vereadores, oito estarem em primeiro mandato - as exceções são Edmílson Americano (PHS) e Ricardo Rui (PPS). Dentre os 34 avaliados, 15 jamais tinham passado pelo Legislativo.

No levantamento, o Guarulhos Hoje retirou um ponto de cada parlamentar pelo quesito presença em plenário. Reportagem do jornal de 1º de dezembro de 2009 revelou que os vereadores assinavam a lista de presença das sessões, mesmo sem estar presentes. Em caso de ausência, eles teriam dedução de 12,5% do salário, algo que não ocorre na Câmara Municipal, onde os parlamentares receberam seus vencimentos na totalidade.

A retirada de um ponto de todos serve para punir aqueles que assinam a lista sem estar presentes e também aqueles que se omitem ao permitir que tal prática continue a ocorrer na Casa.

O ranking foi divulgado em cinco partes, começando em 18 de maio, sempre terças e quintas-feiras. Os critérios utilizados podem ser conferidos no portal http://www.guarulhosweb.com.br//.