http://www.facebook.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Prefeitura investe 3% do orçamento destinado a urbanização de favelas.

Até agora foram investidos R$ 109 mil em urbanização

Do total orçado de R$ 3,8 milhões disponíveis para este fim, apenas R$ 109.422,35 foram utilizados.

Diante das fortes chuvas, que recentemente castigaram a cidade e causaram desmoronamentos e destruição de casas em várias localidades, principalmente em favelas, como aconteceu no Parque Mikail e na Vila São Rafael, a Prefeitura investiu apenas 2,85% do orçamento total destinado para o programa de urbanização de favelas e ocupações, previtos para este ano.

Do total orçado de R$ 3,8 milhões disponíveis para este fim, apenas R$ 109.422,35 foram utilizados, segundo informações postadas no Portal da Transparência do municípío.

O Guarulhos Hoje mostrou em reportagem publicada na edição de ontem, o drama de moradores da comunidade São Rafael que aguardam ação do Executivo desde que tiveram suas casas desapropriadas por conta dos estragos causados pelas chuvas.

As secretarias de Obras e Habitação afirmaram que as obras na favela devem iniciar em abril, postergando o prazo antes previsto para fevereiro e com término estimado em 2012.

Até o momento, dos R$ 3,8 milhões previstos, foi aplicado R$ 1,35 milhão em contratações de serviços de empresas como a Bandeirante Energia, Centro de Integração Empresa Escola (Ciee), Embratel, Saae, Telesp, serviços da Secretaria do Meio Ambiente e locações de veículos no valor de até R$ 327 mil.

Viário teve R$ 6,8 mi aplicados dos R$ 116 milões previstos

A ampliação e modernização do sistema viário urbano, que possui orçamento de R$ 116 milhões, teve apenas R$ 6,8 milhões aplicados até hoje, assim como o mesmo programa destinado ao sistema de drenagem urbana, com orçamento previsto de R$ 11,9 milhões e somente R$ 50,4 mil efetivamente executados.

Mais um programa com execução praticamente nula até agora é a implantação, ampliação e reforma de unidades municipais culturais. Dos R$ 7,4 milhões orçados, R$ 2,35 milhões já foram contratados, porém, módicos R$ 114,89 foram executados. Assim como a promoção da educação ambiental, que dispõe de um orçamento de R$ 340.500, tendo aplicado somente R$ 373,56 junto à Secretaria de Assistência Social e Cidadania, ou seja, 0,1% de aplicação do orçado.

A falha na comunicação foi apontada pelos passageiros como principal problema na confusa implantação do Bilhete Único e do novo sistema de transporte público em Guarulhos. E, justamente, o item que define o programa de comunicação de utilidade pública da área de Transporte e Trânsito, conta com apenas 4% do investimento total previsto executado até o momento. Dos R$ 5,02 mi orçados, somente R$ 227 mil foram investidos. Em contrapartida, a comunicação de utilidade pública da área de Saúde investiu 13,6% do orçamento previsto de R$ 137 mil, ou seja, R$ 18 mil.

Outro programa relacionado ao transporte, a implantação da nova rede de transportes, tem um orçamento de R$ 4,8 milhões, sendo que R$ 3,1 milhões já estão contratados, porém sem nenhum real investido em obras já executadas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Depois de rugir como leão, PR mia para Sandro Mabel.

Pedeu tempo quem levou a sério o doutor Alfredo Nacimento, ministro dos Transportes e presidente do PR.

Há 48 horas, Nascimento havia declarado: ou Sandro Mabel retira sua candidatura à presidência da Câmara ou será expulso do PR.

Mabel foi adiante. No plenário, expôs o potencial de traição do consórcio governista na Câmara: 106 votos.

Súbito, entrou em campo a turma do deixa disso. Pedem ao partido que sirva um refresco ao deputado da bolacha.

Nascimento, que soara como capitão da tropa de elite do Planalto, sumiu. Entrou em cena Valdemar da Costa Neto (SP), presidente interino do PR.

Já não fala em expulsão. Agora, diz que vai pedir a Mabel que deixe a legenda por conta própria. Exigir de volta o mandato? Nem pensar.

Como se vê, o PR é o partido mais corajoso e coerente que a direção do PR conhece.

Escrito por Josias de Souza

Apelidado de ‘Pux’ pelo Planalto, Fux se diz ‘honrado’.


Carlos Cacconello/Folha
Com oito meses de atraso, o Planalto mandou imprimir no “Diário Oficial” o nome do substituto do aposentado Eros Grau no STF.

Na certidão de nascimento, o escolhido de Dilma Rousseff chama-se Luiz Fux. No ato da Presidência, foi rebatizado de Luiz ‘Pux’.

O equívoco não amainou a felicidade de Pux-Fux:

"Estou muito feliz, muito satisfeito e muito honrado em ser a primeira indicação da presidenta Dilma para o STF".

Ministro do STJ, Fux ainda nem chegou ao Supremo e já o aguarda sobre a futura escrivaninha uma encrenca: o caso Battisti.

Relator do processo de extradição do terrorista italiano Cesari Battisti, o ministro Gilmar Mendes acha que o plenário do tribunal flerta com um empate.

Em privado, diz que quatro ministros pendem para a confirmação do ato de Lula que manteve Battisti no Brasil. Outros quatro tendem a despachar o prisioneiro à Itália.

Se o prognóstico de Gilmar estiver certo, Fux vai aos refletores como dono do voto de minerva. É de perguntar: vai contrariar o governo que acaba de indicá-lo?

Escrito por Josias de Souza

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Aécio faz as vezes de mãezinha de Itamar no Senado.

Lula Marques/Folha



De volta ao Senado, Itamar Franco (PPS-MG) foi abordado pela repórter Cynara Menezes.

Ela disse: a abertura do Ano Legislativo parece primeiro dia de aula.

E Itamar: “É, mas aqui não tem mãezinha puxando a gente pelo braço...”

Mãezinha, de fato, não tem. Mas, como demonstram as imagens acima, Itamar dispõe de um Aecinho para puxá-lo pelo braço.

Na eleição, o grão-tucano Aécio Neves foi um pai para Itamar. Carregou-o nos ombros.

No Senado, ampara-o como uma "mãezinha" faria com o rebento.

Escrito por Josias de Souza

Lindberg e Collor dão à História um formato de lenda.

Lula Marques/Folha

O encontro amistoso de dois personagens deu à História uma aparência de viaduto ligando o inacreditável ao inimaginável.

Confraternizaram-se no plenário do Senado o ex-cara-pintada Lindberg Farias e o ex-presidente Fernando Collor.

Inimigo de Collor no verbete da enciclopédia que trata do impeachment, Lindberg é, hoje, cúmplice de governismo do ex-desafeto.

Felizes apoiadores do governo petista de Dilma Rousseff, os neocompanheiros foram ao plenário para votar a favor da tetrapresidência de José Sarney.

Observaram-se à distância por mais de duas horas. Só depois de encerrada a sessão, com o entorno já esvaziado, achegaram-se um ao outro.

Trocaram sorrisos e apertos de mão. Apalparam-se na altura dos braços. Tentavam, por assim dizer, provar a si mesmos que não eram personagens fictícios.

"Aquele foi um momento da história do país. Ele foi gentil comigo, apertou minha mão", disse Lindberg aos repórteres.

Uma casualidade proveu assunto para um diálogo improvável. A ex-moralidade e o ex-aético conversaram sobre a comissão de Infraestrutura do Senado.

Lindberg é candidato a presidente da comissão. Se prevalecer, irá a uma cadeira que, até dezembro, era ocupada por Collor.

"Ele disse que, se eu for sucedê-lo na comissão, vai passar tudo para mim", festejou Lindberg.

Compelidas pelas circunstâncias a reescrever os livros, a ex-ética e a ex-imoralidade dão à História um formato de lenda.

No final da fábula, numa evidência de que o tempo é mesmo Senhor da razão, todos vivem felizes para sempre.

Escrito por Josias de Souza