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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Principais concursos públicos somam 9.666 vagas com remuneração de até R$ 21,7 mil.


Nesta segunda (7), os principais concursos públicos com inscrições abertas oferecem 9.666 vagas em 15 seleções. As oportunidades estão distribuídas em diversos cargos destinados a candidatos de todos os níveis escolares. As remunerações iniciais podem chegar a 21.766, dependendo da função desejada.

Confira os 15 principais concursos:

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultimas-noticias/2012/05/07/principais-concursos-publicos-somam-9666-vagas-com-remuneracao-de-ate-r-217-mil.jhtm

domingo, 6 de maio de 2012

Apesar de morte, secretário faz balanço positivo da 8ª Virada Cultural.

BRASIL 247
Apesar de morte, secretário faz balanço positivo da 8ª Virada Cultural
Foto: Divulgação

Para o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, “o mais provável é que a morte tenha sido causada pelo consumo de cocaína e álcool”; estima-se que 4 milhões passaram pelo evento.

Agência Brasil - Próximo ao encerramento da programação da 8ª Virada Cultural 2012 em São Paulo, o secretário municipal de Cultura, Carlos Augusto Calil, disse hoje (6) que apesar da morte de uma adolescente de 17 anos, que teve parada cardíaca e morreu a caminho do hospital, o balanço parcial do evento é positivo. Os shows de encerramento começaram às 18h.

“O mais provável é que a morte tenha sido causada pelo consumo de cocaína e álcool”, disse Nevoral Bucheroni, subprefeito da Sé. A adolescente tinha 60 gramas de cocaína no bolso. Ele ressaltou, no entanto, que os laudos ainda serão concluídos.

Outro incidente ocorreu na abertura do evento Chefs da Virada, na noite de sábado (5). De acordo com a produção do evento, o público de cerca de 5 mil pessoas que compareceu ao Elevado Costa e Silva (mais conhecido como Minhocão) derrubou as barras de segurança antes da distribuição dos 500 pratos de galinhada preparada pelo chef Alex Atala, provocando confusão. Os organizadores informaram, no entanto, que a venda de pratos feitos pelos chefs seguiu com tranquilidade durante todo o dia de hoje.

A prefeitura de São Paulo divulgará nos próximos dias o balanço final do evento. Quanto ao número de participantes, no entanto, os organizadores adiantaram que a expectativa é que se confirme a previsão de 4 milhões. “É um número difícil de calcular, porque é um público volante, mas estamos fazendo o monitoramento de todos os palcos, inclusive com sobrevoo, e teremos um número aproximado de participantes”, explicou Everaldo Júnior, diretor de Eventos da SP Turismo.

Um dos shows com maior público, de acordo com os organizadores, foi o da banda Titãs, que começou ao meio-dia de hoje no palco da Avenida São João. Cláudia Minari e Arnaldo Ouro foram ver a banda com a família. Enquanto o pai cuidava de Rafaela, de apenas 3 anos, a mãe relembrava os sucessos do disco Cabeça de Dinossauro, de 1986, bem em frente ao palco, com mais dois filhos, Gustavo e Fernanda.

“Curto a banda desde o início da carreira. Meus filhos começaram a conhecer agora o som”, disse Arnaldo. Para agradar a toda a família, o grupo ainda iria passear pelos palcos de teatro e de hip hop. Eles planejavam conferir, ao final do dia, o show de Gilberto Gil.

Mariana Rodrigues, Carlos Alberto e mais uma turma de amigos também acompanharam o show dos Titãs, depois de assistir a outras apresentações. Mariana contou que não presenciou confusões ou brigas. “Estou achando bem organizado. Uma coisa ou outra que acontece é normal em um evento grande como esse. Usamos metrô como transporte e não houve nenhum problema”, acrescentou.

O casal Iraci Farias e José Jorge, de 70 e 75 anos, respectivamente, também fez questão de acompanhar as 24 horas de programação ininterrupta da 8ª Virada Cultural. “Nós até deixamos de viajar para não perder as apresentações. Não perdemos nenhuma", disse Iraci. Eles assistiram à Orquestra Sinfônica de São Paulo, no palco do Anhangabaú, pela manhã. “Agora estamos passeando para ver o que fazer. Gostamos do movimento. É bem a cara de São Paulo”, disse Jorge.

Obra faraônica da Delta na mira de Eliana Calmon.

BRASIL 247

Foto: Elza Fiuza/Agencia Brasil
Obra faraônica da Delta na mira de Eliana Calmon

Ministra do Conselho Nacional de Justiça solicitou análises ao Crea-RJ e ao Tribunal de Contas sobre o contrato de R$ 154 milhões para a construção da nova sede do Tribunal de Justiça do Rio.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está atento às obras que vêm sendo realizadas pela Delta Construções na sede do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). De passagem pela cidade para receber uma homenagem da Assembleia Legislativa do Estado, a ministra Eliana Calmon falou sobre a reforma realizada pela empresa de Fernando Cavendish no prédio do Tribunal.

Eliana afirmou que o CNJ realizou inspeção para analisar a obra e solicitou pareceres técnicos ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ) e ao Tribunal de Contas. "Em razão das recentes notícias, nós começamos a tomar essas precauções para verificar a veracidade disso por meio dos laudos, e a partir daí verificar se há necessidade de investigar ou não", disse Eliana.

A reforma do TJ-RJ é uma das obras mais caras da cidade, e é a única em que a Delta atua sozinha, sem a participação de nenhuma outra empresa em consórcio.A Delta já recebeu R$ 154 milhões para a execução do contrato, assinado em julho de 2010.

"No momento não estamos apurando, estamos avaliando, mas a corregedoria já se posicionou", disse a ministra. Recentemente, o desembargador Siro Darlan requisitou ao TJ-RJ cópia dos contratos firmados com a empresa, mas teve a solicitação negada pelo presidente do TJ-RJ, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos

Santos alegou que Darlan não teria legitimidade para fazer o pedido. "Parece piada. Como é que sou desembargador de um tribunal pleno e não tenho legitimidade para pedir contas, quando a lei diz que qualquer cidadão tem, pois o dinheiro é público?", desabafou Darlan. A Delta também foi a responsável pela construção de um dos anexos do tribunal, entregue no fim de 2006. Em setembro de 2008, a empresa foi multada por causa da não execução parcial do contrato. "Eu sempre me posicionei contrário a essas obras faraônicas que o tribunal faz, e o que estou pedindo é transparência, que é um dever de todo administrador público", enfatizou o desembargador Siro Darlan.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Modestamente entendemos graves violações de princípios e, gravíssima lesão ao erário público.

Processo Nº 224.01.2010.064013-2



Vistos. O Município de Guarulhos propôs esta ação de desapropriação contra Ismael de Castro Ubríaco e Vilma Fernandes Ubríaco, relativamente ao imóvel situado na Avenida Guarulhos, nesta cidade, com inscrição cadastral n.º 111.60.02.0960.00.000-9, declarado de utilidade pública pelo Decreto Municipal n.º 28.119, de 23 de setembro de 2010. Ofereceu, a título de indenização, R$ 1.191.418,14 (um milhão, cento e noventa e um mil, quatrocentos e dezoito reais e quatorze centavos), valor este de 6 de outubro de 2010. Em 7 de outubro de 2010, determinei que o Município depositasse os honorários periciais para a avaliação provisória no prazo de 10 (dez) dias. O Município requereu dilação desse prazo em 25 de outubro de 2010 (fls. 29), o que foi deferido por 5 (cinco) dias (fls. 31). Em 14 de dezembro de 2010, o expropriado Ismael, por petição, afirmou que a área objeto de desapropriação foi invadida pelo Movimento dos Sem-Terra - MST em 1994 e, desde então, tramita uma longa ação de reintegração de posse, cujo mandado foi finalmente expedido em fevereiro de 2010. Porém, o Município, motivado e politicamente auxiliado pelo MST, vem criando uma série de incidentes para obstaculizar o cumprimento desse mandado, e assim lograr benefícios eleitorais. Esta ação de desapropriação seria mais um desses incidentes, pois não visaria à aquisição da área para a Municipalidade, mas apenas ao retardo do cumprimento do mandado de reintegração de posse. Assim, interessaria ao Município apenas e tão somente a demora no processamento desta desapropriação, e não a efetiva imissão na posse; razão pela qual não procede ao depósito dos honorários periciais (fls. 32/44). Diante dessas informações, determinei que o Município procedesse ao depósito dos honorários em 24 horas, ou desistisse da desapropriação, sob pena de, não fazendo nem uma coisa nem outra, permitir ao expropriado esse depósito, devendo o Município ressarci-lo oportunamente (fls. 32). Em 22 de dezembro de 2010, o Município depositou os honorários periciais (fls. 79). Em 17 de fevereiro de 2011, o perito entregou o laudo provisório, avaliando a área em R$ 6.928.860,00 (seis milhões, novecentos e vinte e oito mil, oitocentos e sessenta reais). O expropriado Ismael contestou (fls. 128/143) e apresentou laudo divergente, dando ao imóvel o valor de R$ 8.372.173,00 (oito milhões, trezentos e setenta e dois mil, cento e setenta e três reais) (fls. 152/168). O Município, em 5 de maio de 2011, juntou laudo concordante com o do perito judicial (fls. 189/190). Houve réplica à contestação (fls. 191/192); O Município interpôs agravo contra a decisão que arbitrou os honorários periciais (fls. 193/200). O Egrégio Tribunal de Justiça deu provimento a esse agravo (fls. 308/309). Em 1º de junho de 2011, tendo em vista a decisão do relator que não atribuiu efeito suspensivo ao agravo, o expropriado requereu o andamento do feito (fls. 203/204), abrindo-se vista ao perito para que se manifeste sobre o laudo discordante. Em 14 de julho de 2011, o perito judicial, acolhendo parcialmente o laudo discordante, retificou a avaliação do imóvel, fixando o seu preço em R$ 8.057.236,00 (oito milhões, cinqüenta e sete mil, duzentos e trinta e seis reais) para fevereiro de 2011. Em 22 de setembro de 2011, o Município concordou com a avaliação retificada do perito judicial (fls. 23/266). Em 27 de outubro de 2011, o expropriado reclamou da demora do Município em depositar o valor da avaliação, reafirmando o desvio de finalidade do poder público ao propor esta ação, ante a ausência de interesse na efetiva aquisição do imóvel. Em 3 de novembro de 2011, concedi o derradeiro prazo de 5 (cinco) dias para que o Município depositasse o valor do imóvel (fls. 276). Até hoje, 6 de março de 2012, não houve esse depósito. É o relatório. Fundamento e decido. Tendo em vista que, passados praticamente 4 (quatro) meses, o Município não cumpriu o «derradeiro» prazo de 5 (cinco) dias assinado para o depósito do valor da avaliação, tornando verossímeis as repetidas afirmações do expropriado de que não há efetivo interesse do Poder Público na aquisição do imóvel, impõe-se a extinção do processo, sem exame de mérito. Estabelece a Constituição Federal, em seu art. 5º, XXIV, que a prévia e justa indenização em dinheiro é pressuposto para a desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, ressalvados os casos excepcionados pela própria Constituição, entre os quais não se encontra a presente ação. Assim, ao negligenciar por tanto tempo o depósito do valor da avaliação, a Administração Municipal acabou por retirar deste processo um de seus pressupostos. Ante o exposto, julgo extinto este processo, sem exame de mérito, nos termos do art. 267, IV, do CPC. Condeno o Município ao pagamento das custas e despesas processuais, e de honorários aos advogados dos expropriados no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais), conforme o9 art. 20, § 4º, do mesmo código. P. R. I. C. Guarulhos, 6 de março de 2012 José Roberto Leme Alves de Oliveira Juiz de Direito


terça-feira, 1 de maio de 2012