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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa é lançado em São Paulo.

SÃO PAULO - Juristas e personalidades lançaram, no início da tarde desta quarta-feira, um manifesto em defesa da democracia e da liberdade de imprensa e de expressão, em ato em frente à faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O documento já foi assinado por pelo menos 380 pessoas, como o jurista Hélio Bicudo, o Cardeal Arcebispo Emérito de São Paulo, D. Paulo Evaristo Arns, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, os atores Mauro Mendonça e Carlos Vereza, e intelectuais, como Ferreira Gullar. O ato reuniu cerca de 250 pessoas, segundo a Polícia Militar. O movimento afirma ser apartidário.

O ato acontece após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusar a imprensa de agir como partido político e dizer que a população não precisa mais de formadores de opinião. Na quinta-feira, centrais sindicais, sindicatos, partidos governistas e movimentos sociais farão o "Ato contra o golpismo midiático" , também em São Paulo.

No movimento desta quarta, o jurista Hélio Bicudo leu num microfone o texto do manifesto, que fala nos riscos do autoritarismo.

"É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em valorizar a honestidade", diz um trecho.

O manifesto também critica a ação de grupos que atuam contra a imprensa: "É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses".

O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior disse que jornalistas estão sendo ameaçados em sites do PT.

- Não existe mais liberdade de se denunciar aquilo que envergonha o país, que é a maracutaia dentro do Palácio do Planalto.

Na opinião dele, o ato que deve acontecer nesta quinta-feira promovido por centrais sindicais e pelo PT, de crítica à imprensa, é "um processo imensamente perigoso de radicalização". Ao ser perguntado se o ato desta quarta era contra Lula, Reale Júnior afirmou que o presidente vem agindo de maneira fascista.

- Na medida em que ele passou a denunciar a imprensa, a dizer que não precisa de formador de opinião, a dizer que a opinião somos nós, esta é uma ideia substancialmente fascista. Ele com sua posição de presidente da República, sai de sua cadeira da presidência para ser insuflador contra a imprensa. Isto é perigoso - disse Reale Júnior.

O jurista Hélio Bicudo disse que Lula é presidente em horário integral e criticou Lula por supostamente usar seguranças da Presidência em comícios.

- Ele tenta desmoralizar a imprensa, tenta desmoralizar todos que se opõe ao seu poder pessoal. Ele (Lula) tem opinião, mas não pode usar a máquina governamental para exercer essa opinião - disse Bicudo, para quem o Brasil está à beira do risco de um governo autoritário.

Uma equipe da campanha do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, esteve no local gravando depoimentos.

LEIA A ÍNTEGRA DO MANIFESTO:


"SE LIGA BRASIL"

"MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

"Em uma democracia, nenhum dos Poderes é soberano.

"Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

"Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, os inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

"É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

"É inaceitável que a militância partidária tenha convertido os órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

"É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

"É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais nem mesmo em fingir honestidade.

"É constrangedor que o Presidente da República não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há "depois do expediente" para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no "outro" um adversário que deve ser vencido segundo regras da Democracia , mas um inimigo que tem de ser eliminado.

"É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

"É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, com o fim da inflação, a democratização do crédito, a expansão da telefonia e outras transformações que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

"É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É um escárnio que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

"Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para rasgar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

"Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.

"Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos."

manifestoemdefesadademocracia@gmail.com

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Lula volta a praticar o ‘esporte’ predileto: Tiro à mídia ao lado de Sarney.

Lula inaugurou nesta terça (21), em Porto Nacional (TO), um trecho da ferrovia Norte-Sul.

Ao discursar, o presidente dedicou-se à prática de um de seus esportes preferidos, o tiro à imprensa.

Para Lula, a mídia o trata com “ódio”. Fenômeno antigo, segundo ele. "Já fui vítima do que está acontecendo hoje”.

Na sexta e no sábado, num par de comícios, o patrono de Dilma Rousseff dissera que jornais e revistas viraram “partidos políticos”. Prometera derrotá-los.

No discurso desta terça, repisou a pregação contra aqueles que chama de "formadores de opinião":

“O povo de 2010 não é mais massa de manobra, como era 30 anos atrás. Não tem mais essa de que se deu na TV é verdade...”

“...O povo sabe quando é mentira. Tem, às vezes, má fé. Quando falam mal de mim e eu estou errado, dou a mão à palmatória...”

“...Eles ficam torcendo contra o Lula. Esse peão não pode dar certo. Torceram a vida inteira".

Para não soar antidemocrático, disse que a liberdade de imprensa é "sagrada". O que não pode é jornalista "inventar coisas".

Não disse palavra sobre Erenice Guerra e Cia.. Nada sobre as quatro autoridades afastadas nas pegadas das “invenções” que envolvem a Casa Civil.

Para sorte de Lula, além dos repórteres que o vêem com “ódio”, havia em Porto Nacional um personagem que o ama: José Sarney.

O aliado cuidou de afagá-lo. Disse que Lula, mercê dos êxitos do governo, inscreve seu nome “no altar dos maiores brasileiros de todos os tempos”.

Dias atrás, o grupo de Sarney constrangera o presidente. Apoiados por Lula, políticos amapaenses ligados a Sarney foram recolhidos ao cárcere pela PF.

Mas essa é outra história. O amor de Sarney, com amor Lula paga. O resto não importa.

O signatário do blog, por odioso, é tentado a concluir que, em política, o amor não é coisa para amadores.

SÓ DE SACANAGEM

Sempre é bom revermos este vídeo, refletirmos e buscar seguir esta bela lição, sempre valerá à pena, para que possamos meter o dedo na cara dos canalhas, mesmo que algum incrédulo nos denomine de "a última flor do deserto" não importa.

Basta se envolver em escândalo para assegurar o passaporte para a política!

O afilhado do Sarney, responsável pelos atos secretos do senado se acha preparado para uma cadeira na Câmara Distrital em Brasília. E o pior é que com grandes chances de vitória! E assim caminha a politicagem brasileira. Com o apoio do deputado distrital bispo Robson Rodovalho que não será candidato à reeleição nas eleições deste ano.

Foto do Estadão, casamento da filha de Agaciel, desembargador Dácio Vieira, que censurou o jornal, José Sarney e Renan Calheiros.

O caos que o granizo provocou em Guarulhos.