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terça-feira, 19 de outubro de 2010

'Se eu encontrar com Mizael na rua dou ré e passo por cima', diz irmã de Mércia.

Foto Grizar Júnior AE
Juliana Aguiar Carneiro
Da Redação

Terminou hoje, por volta das 18h40, o primeiro dia da audiência de instrução do caso Mércia Nakashima. Sete testemunhas de acusação foram ouvidas, incluindo os irmãos da advogada assassinada. Apenas uma testemunha, uma amigo da família da vítima, foi dispensada da sessão presidida pelo juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano.

A audiência teve início por volta das 9h com dois pedidos de adiamento da sessão realizados pelo advogado de defesa do acusado Mizael Bispo de Souza, Samir Haddad Júnior. Ambos foram rejeitados. Apenas às 11h30 que a irmã da vítima, Cláudia Nakashima, prestou o primeiro depoimento. Ela solicitou ao juiz que Mizael e o vigilante acusado, Evandro Bezerra da Silva, fossem retirados do plenário.

Questionada por um dos assistentes de acusação, Alexandre de Sá Domingues, sobre a possibilidade de ter que encontrar com Mizael após as denúncias, a irmã demonstrou raiva. “Se eu encontrar com ele na rua, dou ré e passo por cima dele”, disse Cláudia. Ela também afirmou que a vítima aparecia em casa com hematomas nos braços e nas pernas.

O terceiro depoimento da tarde foi realizado pelo irmão de Mércia, Márcio Nakashima, que chorou ao relembrar do momento que o carro da vítima foi encontrado na represa de Nazaré.

Márcio também falou que o pai sofreu uma tentativa de atropelamento e que, recentemente, a banca dos tios dele foi destruída em uma feira, entretanto, nada foi roubado, e que seu carro foi fechado no trânsito, em um incidente que terminou em batida ocasionada por um policial militar.

‘Delegado é peça-chave e haverá surpresa’, afirma advogado

O advogado de Mizael Bispo de Souza, Samir Haddad Júnior, disse ontem na saída do Fórum de Guarulhos, no Centro, que o depoimento do delegado responsável pelo caso, Antonio Olim, será a “peça-chave” para a defesa.

Para o advogado, as declarações das testemunhas ouvidas ontem são ineficientes para comprovar qualquer envolvimento do acusado na morte da advogada. Segundo ele, muitas falaram sobre ameaças, mas nenhuma delas pode ser comprovada.

Já para o assistente de acusação, Alexandre de Sá Domingues, todos os depoimentos foram importantes e as declarações deverão contribuir para a decisão do juiz. Ele também disse que as provas técnicas, como o rastreador do carro de Mizael e as ligações entre o policial militar reformado e o vigilante Evandro Bezerra da Silva, são mais que suficientes para comprovar o envolvimento de ambos no caso.

A última pessoa a ser ouvida ontem foi o pescador, que afirmou ter visto o carro da advogada ser jogado na represa na noite de 23 de maio, data do desaparecimento de Mércia. O juiz Leandro Jorge Bittencourt Cano determinou que todos saíssem da sala de audiência durante o seu depoimento, por ser considerado testemunha sigilosa.

O depoimento dele começou por volta das 17h20 e durou cerca de uma hora. Também foram ouvidos ontem o guardador de carros Bruno da Silva Oliveira; Jurandi Ferreira da Silva, funcionário do posto de gasolina onde trabalhava Evandro, Maria Cleonice Ferreira, amiga da família de Mércia e o investigador, Alexandre Simoni da Silva.

No início da noite, um jornalista da Rede Globo foi chamado para depor, após ter sido citado na fala de Márcio Nakashima, irmão de Mércia. De acordo com Márcio, o repórter estava com ele dias após a descoberta do corpo quando Mizael passou de carro próximo a eles, em Nazaré Paulista.

O pedido foi feito pelo Ministério Público e deferido pelo juiz. Entretanto, a emissora não autorizou sua participação na audiência. De acordo com o Tribunal de Justiça, o jornalista consultou a diretoria da emissora e decidiu que não iria depor. Depois disso, o juiz determinou que cinegrafistas e fotógrafos não serão mais permitidos na sala de audiência.

Ao todo, 26 testemunhas serão ouvidas na audiência que está prevista para iniciar às 13h de hoje. No final, o juiz irá determinar se Mizael e o vigia serão levados a júri popular.

Publicado em conformidade com a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 Art. 46, inciso I, letra a).

Banco do Brasil e Petrobras custeiam revista da CUT pró-Dilma.

TSE proíbe circulação sob a alegação de que sindicato não pode fazer campanha

Na edição deste mês, "Revista do Brasil" traz na capa reportagem que saúda possibilidade de vitória da candidata

SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO

Proibida de circular pela Justiça Eleitoral pelo conteúdo favorável à campanha de Dilma Rousseff (PT), a edição deste mês da "Revista do Brasil", vinculada à CUT (Central Única do Trabalhador), teve anúncios pagos por Petrobras e Banco do Brasil.

A estatal e o banco confirmam que são anunciantes da revista, mas se recusaram a informar o valor repassado.

Ontem, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Joelson Dias determinou a interrupção da circulação da revista, cuja tiragem é de 360 mil exemplares mensais.

O responsável pela publicação, Paulo Salvador, disse, porém, que todas as revistas já foram distribuídas.
O entendimento do ministro é que a publicação faz defesa aberta da candidatura de Dilma. Pela Lei Eleitoral, sindicatos não podem contribuir direta ou indiretamente com campanhas políticas.

A decisão atende a um pedido da coligação de José Serra (PSDB).

O mesmo ministro do TSE aplicou multa a Serra e ao diretório tucano na Bahia em julho por propaganda antecipada em maio.

Diz o TSE: "A representante noticia e traz elementos que demonstram a divulgação, por entidade sindical, ou criada por sindicatos, de mensagens de conteúdo aparentemente eleitoral, em publicações que distribuem e também em seus sítios na internet, o que, ao menos em tese, configuraria violação ao inciso da Lei Eleitoral".

A edição barrada traz uma foto de Dilma na capa sob o título "A vez de Dilma - o país está bem perto de seguir mudando para melhor".

Há, inclusive, foto de Dilma cumprimentando Marina Silva (PV) em evento com o presidente Lula. Também inclui reportagem sobre a derrota de oposicionistas da "velha guarda" no Senado.

Em meio à atual polêmica religiosa, a edição traz o bispo de Jales (SP), dom Demétrio Valentini, enaltecendo Lula e lembrando que Dilma é sua candidata.

A despeito da decisão do TSE, o conteúdo da revista estava na internet ontem.

O "conselho diretivo" da revista é formado por dirigentes da CUT e filiados ao PT, como o presidente da central, Artur Henrique, e Maria Izabel Noronha, a Bebel, que comandou greve de professores contra Serra.

A revista é produzida pela Editora Gráfica Atitude, administrada em rodízio pelos presidentes em exercício do Sindicato dos Metalúrgicos e do Sindicato dos Bancários.

Já estiveram à frente da empresa, por exemplo, o deputado estadual eleito Luiz Cláudio Marcolino (PT), aliado do deputado federal Ricardo Berzoini (PT), e o vice-presidente da CUT, José Lopez Feijóo, membro do "Conselhão" do governo federal.

Publicado em conformidade com a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 Art. 46, inciso I, letra a).

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Erenicegate, 2010 e as penúltimas conseqüências.

Fábio Pozzebom/ABr

No início, logo que Erenice Guerra virou problema, Dilma Rousseff chamou escândalo de "factóide".

Lula batizou o malfeito de “baixaria” da oposição.

Súbito, Erenice foi ao olho da rua, Dilma tomou distância dela e Lula mandou dizer que apuraria o caso às últimas consequênciais.

Erenice submergiu. Entraram em cena a Polícia Federal e uma comissão de sindicância do Planalto.

Na semana passada, a PF pediu prorrogação do prazo do inquérito.

Interrogou 16 pessoas e não saiu do lugar. Nem sinal da convocação de Erenice.

Nesta segunda (18), foi ao “Diário Oficial” a prorrogação da comissão de sindicância.

Tinha prazo para acabar: 17 de outubro. A data foi fixada numa fase em que Dilma era candidata a uma vitória de primeiro turno.

Como o eleitor esticou a campanha, o governo alonga também as apurações.

Explicações? Por ora, não se ouviu nenhuma.

O governo deveria escalar para uma entrevista a senhora Últimas Consequências.

Diante do repórteres, ela diria: “Meu nome agora é Penúltimas”.

Escrito por Josias de Souza

Publicado em conformidade com a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 Art. 46, inciso I, letra a).

sábado, 16 de outubro de 2010

Fundador do PT e ex-vice de Marta, Hélio Bicudo declara voto em Serra no 2º turno.

Karime Xavier
"Eu voto Serra no segundo turno porque não há escolha", diz Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.

Um dos fundadores do PT e vice de Marta Suplicy (PT) na prefeitura de São Paulo (2001-2004), o jurista Hélio Bicudo declarou voto no tucano José Serra no segundo turno das disputa à Presidência da República. Na primeira rodada de votação, Bicudo havia apoiado Marina Silva, do PV, em detrimento da presidenciável petista Dilma Rousseff.

"Eu voto Serra no segundo turno porque não há escolha. O Serra é um homem competente, é um homem sério, eu nunca soube absolutamente nada contra o passado do Serra", afirma o jurista, em um vídeo que começou a circular na internet neste sábado (16).

Tido como um militante histórico pelos direitos humanos no país, o jurista justificou seu voto alegando que o "continuísmo" do PT no poder "não é democrático". "A alternância de poder é uma característica da democracia", disse.

"Se nós deixarmos que a candidata Dilma vença, essas eleições, nós vamos ter aqui no Brasil um sistema mexicano", disse, em referência ao PRI (Partido Revolucionário Institucional), que ficou no poder no México por 70 anos, até ser derrotado nas eleições de 2000.

Em setembro deste ano, Bicudo e outros juristas lançaram o "Manifesto em Defesa da Democracia", durante um ato na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na capital paulista. "É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita", afirma o documento, crítico à administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do UOL Eleições

Em São Paulo

Publicado em conformidade com a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998 Art. 46, inciso I, letra a).

O dia "D"

Dia 31 de outubro.

 

No dia 31 de outubro as 17h00min quebra-se o encanto, a cinderela vira bruxa e o príncipe vira sapo.

O único poder que o cidadão detém contra os maus políticos perde sua principal eficácia e todo este poder se transfere para os políticos que formam as bases que os sustentam em troca de fisiologismo, corrupção e falcatruas, passando a fazer valer suas irrefletidas verdades, seus interesses pessoais e daqueles que os patrocinaram e impondo ao povo suas conveniências.

Não adianta querer que o Poder Judiciário corrija nosso erro de escolha, uma vez aquele poder por inoperância, interesses escusos ou ineficiência, além de tardar em suas decisões falha em suas ações.

Não podemos perder esta oportunidade para mudar o que entendemos errado ou aprovar tudo que vem acontecendo, nos deixando enganar e tomados por uma propaganda enganosa que atenta contra a inteligência de uns em benefícios da conveniência e ineficiência de outros.

Uma propaganda que transforma obrigações dos administradores em promover o bem estar da população, devolvendo em benefícios os recursos provenientes dos impostos escorchantes que pagamos, em favores eleitoreiros, utilizando de forma vil e populista estes recursos para promoverem de forma perpétua a cooptação da miséria e cultivando a subserviências dos humildes, sem promoverem de forma efetiva a dignidade humana na certeza de que a ignorância e a dependência absoluta são de fácil manipulação, lhes concedendo tão somente o direito à sobrevivência como se fossem senhores de suas liberdades e vidas.

Repetem a velha prática dos coronéis do interior do Brasil que detinham o poder de impor aos que sobreviviam das migalhas que caiam de suas mesas, a oportunidade da sobrevivência desde que se submetessem as suas vontades ou seja, seus potenciais eleitores. No caso atual apenas com uma roupagem diferente e com uma eficácia superior, uma vez que atingem de uma só vez todos os eternos arrimos de seus “favores”.

Na política não existem “santos” nem “demônios” como tentam nos convencer, o que existe é um jogo sujo onde se manipula as opiniões, onde o blefe é uma constante na jogatina do poder, onde os valores são deturpados e onde o que prevalece é o interesse pessoal do político, do seu grupo e dos grandes grupos econômicos que os patrocinam. Tentam nos convencer dos “benefícios” que distribuem aos pobres e escondem as grandiosas benesses que concedem aos ricos.

Francisco Brito