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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Telespectadores oferecem ajuda e emocionam Silvio Santos.

Ricardo Feltrin
Colunista do UOL

As mensagens começaram a chegar ao SBT por meio de cartas e emails no último final de semana, quatro dias depois de anunciado o rombo do banco Pan Americano, de R$ 2,5 bilhões. "Silvio, gostaria de saber como posso ajudar você e o SBT", diz trecho de uma das cartas que fizeram marejar os olhos de Silvio Santos.

Ooops! teve acesso ao conteúdo de outros dois emails enviados ao SBT no último fim de semana.

"Pessoal do SBT", começa a primeira mensagem, "Peço que mandem uma conta do Grupo SS para que eu possa depositar um pouquinho das minhas economias para ajudar o Silvio que tanto tem ajudado o povo sofrido. (Assinado Jorge)"

"Silvio você é o cara. Já ajudou muita gente e agora é nossa vez de ajudar." (Adriano, via hotmail)

Há dezenas de outras, e todas têm em comum o fato de que foram escritas por gente simples que simplesmente adora Silvio Santos e diz que fará qualquer coisa para tirá-lo da enrascada em que seu grupo se meteu.

Quatro dias parece ter sido o tempo necessário para que milhares e milhares de telespectadores do SBT das classes C e D entendessem que o problema do Pan Americano podia por em risco a carreira de Silvio Santos. Desde sexta-feira. o SBT tem recebido mensagens enviadas por fãs de Silvio, do SBT e mesmo das empresas do grupo que têm forte apelo popular, como a Tele Sena e o Baú da Felicidade.

Um telespectador perguntou em email se deveria comprar um carnê ou um bilhete da Tele Sena, em dúvida sobre qual dos dois produtos poderia ajudar mais a Silvio Santos.

Família unida

Além dos fiscais do BC, a família de Silvio tem acompanhado cada passo das investigações e inclusive já está fazendo o levantamento contábil de outras empresas do grupo, como a Jequiti Cosméticos e a Sisan Empreendimentos Imobiliários, que vende imóveis comerciais.

Estão sendo levantados balanços de todas as empresas, bem como as negociações com fornecedores, clientes e contratos de terceirização.

Silvio, Íris e as filhas têm acompanhado, com advogados, todos os passos da investigação.

Quem é Legal

"Bate Bola", da ESPN

Na semana passada este programa elogiou (e mantém os elogios) o programa esportivo "Terceiro Tempo", da Band, comandado por Milton Neves. Seria injustiça não incluir outros excelentes programas de esporte na TV aberta e paga. Um deles, nós já citamos no ano passado: o "Globo Esporte", com Tiago Leifert. Na TV paga, os que merecem loas são o "Bate Bola" (duas edições) e o "Loucos por Futebol", ambos do canal ESPN. Como já dissemos aqui outras raras vezes: esses são programas que fazem valer a pena pagar para ter TV.

Quem Irrita

Ministro Franklin Martins

Ora aqui, ora acolá, lá está o "ministro da Informação" do governo Lula, Franklin Martins, defendendo algum tipo de controle (ou mordaça) contra a imprensa livre, seu grande inimigo.

Como militante político, Martins só deixa a memória de uma sanha ideológica que, se tivesse tomado o poder, implantaria um governo tão asqueroso e despótico quanto o foi o da ditadura militar -- só que de esquerda.

Como comentarista da Globo, não deixou saudade alguma ao telespectador, com sua voz moderrenta e seus comentários e análises insossos e desinteressantes.

Como ministro, deixa de legado o que realmente é: um político perdulário, corporativista, prepotente, dado à megalomania, com ideais retrógrados e ideias totalitárias. Foi esse senhor quem criou um enorme cabide de empregos, chamado TV Brasil, cujo custo astronômico e programação e audiência ridículos são motivos justos de chacota.

Pois estamos aqui hoje para dizer ao sr. Martins que queremos, sim, o que ele chama de "enfrentamento". Que tente, se for capaz, controlar a nossa voz, e impedir a nossa pena jornalística e isenta de se erguer todos os dias contra gente déspota e totalitária; de enfrentar gente como o senhor.

O recado é o seguinte, sr. Franklin Martins, e aceite-o aqui de bom grado: o sr. vai controlar coisa nenhuma!

Este programa vai passar. O senhor vai passar. Mas a imprensa livre brasileira vai ficar e se perpetuar, enquanto existirem jornalistas que se dedicarem a publicar a verdade, e a jamais se dobrarem aos fascistas e asseclas de mesmo jaez.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Desvio: Governo paga R$ 500 mi a falsos pescadores.

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1375016-7823-FALSOS+PESCADORES+RECEBEM+AUXILIODESEMPREGO+PAGO+DURANTE+DEFESO,00.html

PSDB e PPS analisam hipótese de fundir as legendas.

Fotos: ABr e Folha.

Sem alarde, PSDB e PPS analisam a viabilidade e a conveniência de fundir as duas legendas numa só.

As conversas, ainda embrionárias, começaram há duas semanas, nas pegadas da derrota do tucano José Serra para a petista Dilma Rousseff.

Coube ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurar o deputado eleito Roberto Freire (SP), presidente do PPS federal.

Ex-chefe da Casa Civil do governo Serra em São Paulo, Aloysio propôs a fusão.

Escorou a ideia numa apreensão legislativa. Disse que, juntas, as legendas teriam maior poder de fogo no Congresso.

O PSDB saiu das urnas de 2010 com 53 deputados e 11 sedadores. O PPS, com 12 deputados e um senador.

Na cabeça de Aloysio, a nova legenda abrigaria os “descontestes” de outros partidos –do PMDB ao DEM, passando por PDT e PSB.

Citou-se o exemplo do senador Jarbas Vasconcelos (PE), um oposicionista aninhado no protogovernista PMDB.

O debate ocorre num instante em que o tucanato tenta fazer a digestão de sua terceira derrota presidencial.

O senador eleito Aécio Neves (MG) fala em “refundar” o PSDB. FHC cobra a defesa explícita do legado da era tucana no governo federal.

O repórter foi ouvir Roberto Freire. Ele confirmou o contato de Aloysio Nunes e admitiu que as conversas caminham.

Deu a entender que atribui ao PSDB, não ao seu PPS, a iniciativa dos próximos movimentos: “Ninguém faz fusão a partir de um partido minoritário”.

Disse: para que a articulação avance, o PSDB precisa, primeiro, se convencer de que precisa buscar reforço, incorporando setores da “esquerda democrática”.

Depois, seria necessário “ter clareza do que vai ser esse novo partido”. Como assim?

“Não pode ser um amontoado, um ajuntamento”, disse Freire. “O Brasil não precisa de outro PMDB”.

Para Freire, se o objetivo for apenas o de dar maior efetividade às ações da oposição no Congresso, a formação de um bloco oposicionista pode resolver o problema.

Na hipótese de evoluir para a fusão, PSDB e PPS flertam com um risco que seus dirigentes parecem desconsiderar.

Da fusão resultaria uma terceira legenda, com programa e estatuto novos. Algo que desobrigaria os congressistas dos dois partidos do compromisso da fildelidade.

Pela lei, os filiados do PSDB e do PPS estariam livres para buscar refúgio em outras legendas. Tornariam-se alvos automáticos da cooptação governamental.

Escrito por Josias de Souza

Iniciação política!

Rombo no banco PanAmericano pode superar os 2,5 bilhões.

Perda de R$ 400 mi com cartões foi estimada por executivos do grupo Silvio Santos e ainda não foi confirmada.

Para autoridades, tamanho das perdas no PanAmericano só será conhecida após investigação em cartões.

ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

O rombo no Banco PanAmericano e na empresa de cartão de crédito do grupo Silvio Santos pode ser maior do que os R$ 2,5 bilhões informados até agora.

A cifra é resultado da soma de um buraco de R$ 2,1 bilhões em operações de crédito do banco e de R$ 400 milhões na área de cartões.

Mas a informação de que há um rombo dessa magnitude nas operações de cartão de crédito foi passada ao Banco Central pelos próprios dirigentes da holding do apresentador, segundo a Folha apurou.

Como R$ 400 milhões é uma estimativa dos dirigentes do grupo de quanto seria necessário para cobrir "potenciais problemas" com cartões e não foi determinado por fiscalização ou auditoria externa, há risco de que seja impreciso.

O que significa que o rombo total pode ser maior que os R$ 2,5 bilhões reportados, segundo a Folha apurou.

De acordo com auditores do BC, as informações declaradas pelo grupo em relação ao rombo na empresa de cartões de crédito ainda não foram conferidas.

Uma autoridade envolvida na fiscalização do PanAmericano disse à Folha que o tamanho exato do rombo só vai ficar claro à medida que avance o trabalho de escrutínio nas contas da empresa de cartões do grupo -e do próprio banco- tocado até agora principalmente pela nova diretoria.

A suspeita maior é de que os problemas na empresa de cartão de crédito sejam de natureza parecida com o que ocorria nas operações de empréstimo do banco: valores a ser recebidos de clientes no futuro eram inflados nos balanços, aumentando artificialmente o resultado.

FALTA DE FISCALIZAÇÃO

Os dirigentes do grupo de Silvio Santos se manifestaram a respeito da existência de um rombo na área de cartões apenas depois que o BC havia detectado a fraude.

O BC não fiscaliza a área de cartão de crédito, o que facilita desvios. A falta de fiscalização também dificulta a apuração de problemas.

Especialistas em direito bancário, como o advogado Jairo Saddi, coordenador do curso de direito do Insper, defendem há anos a inclusão do setor de cartões de crédito como atividade financeira, o que implicaria na fiscalização do Banco Central.

A autoridade monetária, no entanto, resiste à ideia.

As primeiras irregularidades encontradas pelo BC no PanAmericano foram operações de venda de uma mesma carteira de crédito para duas instituições diferentes.

Vender para outro banco o direito de receber as prestações de empréstimos concedidos é prática comum.

Bancos de porte médio como o PanAmericano fazem isso para levantar dinheiro rapidamente a fim de conceder novos empréstimos.

PREJUÍZO DISFARÇADO

Segundo a Folha apurou, não há dúvida entre autoridades envolvidas no caso de que as irregularidades no PanAmericano foram resultado de fraude e não de erro.

Há indícios de que executivos do banco armaram essas operações fraudulentas para cobrir o resultado deficitário do banco, transformando prejuízo em lucro.

Os problemas financeiros do PanAmericano foram resultado da combinação de dois fatores: custos altos e inadimplência elevada.

Sem base significativa de correntistas, o banco pagava caro para captar recursos no mercado. Além disso passou a ter problemas de inadimplência (o foco do banco são crédito consignado e financiamento de veículos).

O banco tinha de lidar ainda com outros custos altos -também amargados pelos demais bancos, especialmente os de médio porte- como o pagamento de comissões para os "pastinhas".

É como são chamados os trabalhadores autônomos que captam clientes para os bancos, batendo de porta em porta, visitando empresas e repartições públicas.