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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Oposição a Agnelo quer abrir CPI sobre quebra de sigilos .

FOLHA DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA

 
A bancada de oposição ao governador Agnelo Queiroz (PT-DF) na Câmara Legislativa do Distrito Federal tentará abrir uma CPI da Arapongagem para apurar as declarações feitas à Folha pelo ex-agente do serviço secreto da Aeronáutica, Idalberto Matias de Araújo, o Dadá.
 
 
Na entrevista, Dadá apontou o então chefe de gabinete de Agnelo, Cláudio Monteiro, atual secretário da Copa, como responsável pela ordem de quebra de sigilo de e-mails críticos ao governador.
 
 
 
 
"As acusações são muito graves. Nós tínhamos fatos, mas agora vem um cidadão dizendo que participou de um serviço a mando de gente do governo", disse a deputada Celina Leão (PSD).
 
 
A oposição terá dificuldade para abrir a CPI, pois o governo tem maioria na Casa.
 
 
 Lula Marques/Folhapress
Ex-agente secreto da Aeronáutica, Dadá, 51, quebra o silêncio quase um ano após a deflagração da Operação Monte Carlo.
 
A entrevista de Dadá foi a primeira dele em quase um ano de silêncio após após a deflagração da Operação Monte Carlo, na qual foi implicado como araponga a serviço do empresário Carlos Augusto Ramos, o Cachoeira.
 
ENCOMENDA
 
 
Segundo Dadá, a encomenda para a quebra de sigilo foi cumprida entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012 por pessoas do Rio ao preço de R$ 40 mil.
 
 
O ex-agente diz que os pagamentos foram feitos pelo policial civil Marcello de Oliveira Lopes, o Marcelão, 40, cuja família tem uma agência de publicidade, a Plá Comunicação, que mantinha contrato de R$ 3,2 milhões com a central elétrica do DF.
 
 
"Quem na realidade quebrou e-mail foi Cláudio e Marcelão. Primeiro, Cláudio contratou, e Marcelão pagou por esse serviço", disse Dadá.
 
 
O ex-agente, que ficou em silêncio na CPI do Cachoeira, disse agora que foi ao menos dez vezes ao gabinete de Monteiro no Palácio do Buriti para entregar relatórios com informações interceptadas e que o braço direito de Agnelo dizia que o "chefe" tinha conhecimento do assunto.
 
 
De acordo com Dadá, Monteiro fez uma lista de cinco alvos: os blogueiros Edson Sombra e Donny Silva, o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM), o site Quid Novi do jornalista Mino Pedrosa, e o secretário de Governo do DF, Paulo Tadeu, que teve desentendimento com Monteiro sobre nomeações na Polícia Civil.
 
 
Com a lista em mãos, Dadá disse ter viajado ao Rio na companhia de Marcelão para uma reunião com o policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé, que conheceria alguém capaz de fazer a interceptação. Dadá entregou registros de passagens aéreas que confirmam uma viagem ao Rio com Marcelão.
 
 
Dadá afirmou que Thomé disse que um amigo faria a interceptação das cinco caixas de e-mail por R$ 80 mil mensais. Monteiro achou o preço salgado e aceitou pagar só por uma conta, a do blogueiro Edson Sombra, que publica críticas ao governo do DF.
 
 
O ex-agente negou ter executado ou recebido dinheiro pela interceptação. Disse que fez um favor a Monteiro e que nunca fez grampos para Cachoeira.
 
 
Ele diz que a sua tarefa era receber os telefonemas de Thomé que narram o suposto conteúdo dos e-mails.
 
 
Dadá passava as anotações para Marcelão e a Monteiro. Segundo Dadá, ele queria rastrear as fontes dos blogueiros para neutralizá-las.
 
 
As declarações de Dadá corroboram um relatório da Polícia Federal que apontava Monteiro como responsável pelas quebras de sigilo detectadas na Monte Carlo.
 
 
À época, Monteiro deixou o cargo. Meses depois, foi inocentado em uma auditoria do governo e hoje cuida das obras relativas à Copa-2014.
 
 
OUTRO LADO
 
 
Anteontem, o secretário extraordinário da Copa Cláudio Monteiro negou as afirmações de Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, e disse que não encomendou nenhuma quebra de sigilo.
 
 
"É uma vingança", disse ontem. Monteiro interpelou judicialmente Dadá no ano passado por declarações feitas por ele em conversas telefônicas interceptadas pela PF na Operação Monte Carlo.
 
 
No depoimento que prestou à CPI do Cachoeira no ano passado, quando indagado sobre possível "sistema de arapongagem" movido pelo policial Marcello Lopes e Dadá, Monteiro já havia afirmado: "Isso não aconteceu, não existiu. Nunca existiu nem com meu conhecimento nem com o conhecimento do governador".
 
 
Monteiro exibiu uma carta de abril escrita por Dadá na cadeia na qual o descreve como "exemplo de homem público".
 
 
"Isso é reviver um pesadelo. Eu fiz de tudo que eu podia para estar à disposição e esclarecer tudo. Mais uma vez ele tenta destruir minha vida. A interesse de quem? A serviço de quem? Será que não tenho o direito da presunção da inocência?", questionou.
 
 
O advogado de Marcello Lopes e da agência de publicidade Plá, Jorge Jaeger Amarante, negou qualquer ligação de seus clientes com quebra de e-mails e apresentou outra carta de Dadá. Nela, Dadá pede desculpas por "ter usado seu nome em vão em várias vezes ao telefone".
 
 
Ouvido sobre as cartas, Dadá disse que tratava das suspeitas de pagamento de propina, não da interceptação.
 
 
O advogado Amarante disse que houve reuniões entre Dadá e Lopes, mas seriam referentes às atividades profissionais de ambos no campo da segurança. "Não foi para tratar de nada escuso, nada irregular. Que o Dadá traga as provas. Por que ele mudou de posição?", indagou o advogado, dizendo que Dadá ficou calado na CPI: "É tudo mentira, [Dadá] não tem provas". O advogado apresentou duas certidões da Polícia Federal para dizer que Lopes não tem antecedentes criminais. Joaquim Thomé, do Rio, não foi localizado.



 


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

"Brasil prefere o silêncio", diz Yoani Sanchéz em São Paulo sobre situação dos direitos humanos em Cuba.


Guilherme Balza
Do UOL, em São Paulo

A dissidente cubana Yoani Sanchéz afirmou, durante debate realizado nesta quinta-feira (21) na sede do jornal "O Estado de S. Paulo", na capital paulista, que o Brasil prefere o silêncio quando o assunto é a situação dos direitos humanos em Cuba.

"Me parece que o governo do Brasil prefere o silêncio [sobre a situação dos direitos humanos em Cuba]", afirmou a autora do blog "Generación Y". "Não sou uma diplomata, talvez uma diplomata popular, mas recomendo que o Brasil tenha um posicionamento mais enérgico.


"Durante o governo Lula e Dilma, se estabeleceram muitos vínculos entre Cuba e Brasil, principalmente econômicos", disse Yoani. "É muito bom que o Brasil ajude Cuba. Cuba não é governo ou partido, somos todos nós. No entanto, acho que falta dureza, ou franqueza, do governo brasileiro na hora de exigir direitos humanos na ilha"

A ativista cubana disse ainda que o regime cubano não é socialista, e sim o que nomeou de "capitalismo de Estado". "Cuba está vivendo um capitalismo de Estado, um capitalismo de um clã, onde o chefe não é alguém rico ou burguês, é o governo."

Questionada sobre a estrutura de saúde e educação de Cuba, cujos índices estão entre os melhores do mundo, a dissidente sustentou que a queda do Muro de Berlim, em 1989, que resultou no fim da União Soviética, em 1991, o sistema de saúde  e educação cubano, que recebia investimentos soviéticos, entrou em colapso.

"A partir daí o sistema entrou em colapso material. Hoje vemos um êxodo dos profissionais desses setores", afirmou a blogueira, que se definiu ideologicamente como uma "pós-moderna" crítica ao comunismo.

Blogueira diz que embargo americano não resulta em rebeldia, e sim na imigração

Sanchéz voltou a falar sobre o embargo econômico que os Estados Unidos impõem a Cuba. "Há uma teoria, uma metáfora, que o embargo é uma caldeira. O fogo seria a precariedade econômica, material, que levaria as pessoas à rua. Mas o embargo não resulta em rebeldia, e sim na imigração dos cubanos", afirmou.

"Sou contra o embargo, em primeiro lugar, por sua ineficácia, e em segundo, que ele vira um grande argumento para tudo. Tudo é culpa do império. Queria ver como vai funcionar nosso governo sem esse embargo", acrescentou a dissidente.

Questionada sobre as razões pelas quais os cubanos não se mobilizam contra o governo, a blogueira elegeu como razões o "doutrinamento" ao qual, segundo ela, os cubanos são submetidos desde criança; ao "medo da repressão"; e a opção dos insatisfeitos em resolver sua situação individual, em vez de se organizarem coletivamente.

Yoani afirma, entretanto, que a oposição em Cuba está começando a ganhar força dentro de Cuba porque se formou rede de informações entre opositores que usam as redes sociais para divulgar suas ideias.

Dissidente nega ser financiada pela oposição internacional ao regime de Cuba e se diz "mochileira"

A blogueira negou que sua "turnê" por 12 países, iniciada pelo Brasil, esteja sendo sustentada com recursos de organizações internacionais contrárias ao regime cubano. Ela afirmou que está bancando a viagem com dinheiro próprio, além do auxílio de amigos e instituições que a convidaram para visitar seus países.
  
"Nesses seis anos acumulei indicações institucionais e amigos que me convidaram a vir para cá fazer conferências", disse. "Sou mochileira. Conto com a solidariedade das pessoas. Se me oferecem uma cama, um prato, uma palavra, já ajuda."

"Quando se fala em regular os meios [de comunicação], há que ter muito cuidado porque existe uma linha tênue entre chamar a responsabilidade dos meios e censurá-los. É preciso ser muito cuidadoso. Acredito que a regulação de meios deve ocorrer por meio de leis, da legalidade e não de governos porque cada governo tem seus interesses", disse a blogueira sobre a regulação da mídia.

Após uma breve apresentação, Sanchéz passou a responder perguntas enviadas pela plateia. Em uma delas, o autor questionou sobre as consequências que um eventual fim do governo de Hugo Chávez na Venezuela para o sistema energético cubano, atualmente sustentado por meio fornecimento subsidiado de petróleo pela Venezuela.

Para a blogueira, o fornecimento de petróleo, apesar de garantir o funcionamento do sistema energético cubano, provoca o prolongamento de um modelo "falido" e as incertezas quanto ao futuro da Venezuela possam levar o governo cubano a buscar um diálogo com os Estados Unidos para acabar com o bloqueio econômico imposto por Washington à ilha.

"A saída de Chávez de cena pressiona os governantes cubanos. Talvez por isso, tenho notado, uma certa tentativa de diálogo com os Estados Unidos", avaliou.

Histórico de protestos

Desde que chegou ao Brasil, Yoani tem presenciado diversos protestos contra a sua presença no país. A dissidente foi alvo de protestos nos aeroportos do Recife e de Salvador. 

Yoani desembarcou em Salvador na segunda-feira e seguiu para Feira de Santana (BA) na terça-feira para dar uma palestra e assistir a um documentário. Sobre os protestos, Yoani, no início, disse que as manifestações eram um "um banho de democracia". Ontem, no entanto, ela mudou de tom e comparou os manifestantes a terroristas. "Os gritos, os insultos, foi como se tivessem sido orquestrados por terroristas. Eu sou uma pessoa pacífica, e trabalho com o verbo, com a fala, não tinha porquê tanta agressividade." 

As manifestações chegaram a impedir uma das exibições do documentário. Ontem, no Plenário do Senado, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) fez uma defesa veemente da liberdade de expressão e da cubana.

Está é a primeira viagem internacional de Yoani após cerca de 20 tentativas malsucedidas de sair de Cuba nos últimos cinco anos. 

No último domingo, Yoani iniciou uma série de viagens por dez países, começando pelo Brasil. No total, a ativista ficará fora de Cuba por 80 dias.

Durante anos, Yoani foi impedida de sair da ilha, onde é acusada de trair os princípios revolucionários do governo dos irmãos Castro, Fidel e Raúl.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Yoani Sánchez inicia no Brasil viagem internacional após anos "presa" em Cuba.


Soledad Álvarez.


A blogueira cubana Yoani Sánchez planeja fazer bom uso da "sua vitória" e embarca em um tour de 80 dias para mais de 10 países, neste domingo (17). Sanchez visitará a sede do Google, Twitter e Facebook e viajará para o Brasil, Argentina, Peru, México, Estados Unidos, Espanha, Itália, Polónia, República Checa e outras nações. A blogueira foi beneficiada pela reforma migratória de Cuba em vigor há um mês que elimina diversas restrições para saída do país.

Havana, 17 fev (EFE).- Após cinco anos recebendo negativas do Governo de Cuba para poder sair de seu país, a blogueira opositora Yoani Sánchez pôde entrar em um avião neste domingo para empreender uma viagem internacional, que começará pelo Brasil e só foi possível pela reforma migratória vigente desde janeiro na ilha.

Com o logotipo de seu famoso blog "Geração Y" impresso em sua mala de mão, Yoani, de 37 anos, passou sem maiores problemas pelo controle migratório do aeroporto de Havana para tomar um voo rumo ao Brasil, primeira escala de um périplo de 80 dias que a levará a uma dezena de países da América e da Europa.

"Isto será como a volta ao mundo em 80 dias", brincou a filóloga cubana em declarações a jornalistas no Aeroporto de Havana, onde chegou esta manhã muito cedo acompanhada de um grupo de parentes e amigos.

Yoani Sánchez, cujo olhar crítico sobre a realidade cubana foi reconhecido com múltiplos prêmios internacionais que nunca pôde receber pessoalmente, disse sentir-se como em um "sonho", mas com um "sabor agridoce" pelas limitações migratórias que persistem em seu país.

"Estou muito feliz, embora com essa sensação do corredor de 110 metros com barreiras que chega esgotado, suado e até machucado, mas que no final ganha a corrida. Venci uma pequena batalha pessoal, jornalística, cidadã e jurídica", manifestou.

No entanto, lamentou que a reforma migratória ainda não contemple o fato de entrar e sair de Cuba como um "direito inerente, pelo mero fato de ter nascido nesta ilha. Isso é uma grande limitação".

Yoani Sánchez saiu hoje de Cuba, mas para voltar a seu país dentro de algumas semanas sem medo que as autoridades não a deixem retornar: "Eu reúno todos os requisitos legais para o retorno".

Nos últimos anos, a autora de "Geração Y" foi uma das vozes que mais denunciou o que ela denomina como "absurdo migratório" de Cuba, onde sair do país legalmente requeria a permissão das autoridades e de embaraçosos, caros e restritivos trâmites.

A maior parte dessas limitações foi suprimida com a reforma que entrou em vigor no último dia 14 de janeiro e agora só é necessário ter o passaporte em dia e o visto que exigir o país de destino para viajar ao exterior.

No entanto, algumas restrições foram mantidas, já que, por exemplo, podem ser negados passaportes por razões de "interesse público" ou "segurança nacional", e para determinados profissionais considerados "vitais" para o país é necessária ainda uma permissão especial das autoridades.

Nas últimas semanas, o Governo concedeu passaportes a críticos como Yoani e dissidentes como a líder das Damas de Branco, Berta Soler, mas não os autorizou para políticos que foram libertados nos últimos anos e cujas penas seguem vigentes.

"Tenho alguns amigos que não poderão sair por múltiplas razões: porque não lhes outorgaram o passaporte ou porque são prisioneiros da 'Primavera Negra'. Também há outros que não têm os recursos para viajar", destacou Yoani.

Em seu caso, a famosa blogueira se despedirá dos anos de negativas com uma grande viagem que começará no Brasil, onde cumprirá uma apertada agenda que inclui conferências sobre liberdade de expressão e direitos humanos assim como a apresentação do documentário do cineasta Dado Galvão "Conexão Cuba-Honduras".

Outros de seus destinos serão República Tcheca, Alemanha, Suécia, Suíça, Itália e Espanha.

Yoani Sánchez também visitará México, Peru e Estados Unidos, onde dará conferências em várias universidades e visitará as sedes do Google e do Twitter.

Além de reivindicações pela normalização migratória, outro pedido constante de Yoani Sánchez é por um acesso livre à internet, cujo uso particular em Cuba está fortemente restrito.

Por isso um de seus desejos nesta viagem é "navegar pela internet sem censura e sem ter de pagar US$ 6 por hora".

"Sem que ninguém olhe sobre minhas costas para saber em que site estou navegando", disse a blogueira, que é uma ativa usuária do Twitter, que acessa através de um telefone celular.

Após a flexibilização migratória, a blogueira lembrou que em Cuba ainda restam muitas reformas pendentes, como a descriminalização da divergência, a liberdade de expressão e associação ou a permissão para criar meios de comunicação livres e independentes.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/02/17/yoani-sanchez-inicia-no-brasil-viagem-internacional-apos-anos-presa-em-cuba.htm

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Para Lula, PT tem de ‘virar página’ do mensalão.


Comandante da infantaria anti-mensalão do PT, Lula mudou de tom. Disse a interlocutores com os quais conversou nos últimos dias que o partido precisa “virar essa página” de sua história. Desaconselhou iniciativas que visem retardar a cassação dos mandatos dos condenados com mandato na Câmara.
Lula declarou-se de acordo com a posição adotada na última quarta-feira (6) pelo novo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na saída de um encontro com Joaquim Barbosa, presidente do STF, Henrique declarou: “Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo.”
Acrescentou: “Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Coisas de formalidade legal e ponto. Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo.”
Para sinalizar o apoio a Henrique, Lula decidiu recebê-lo em São Paulo. Pelo telefone, parabenizou-o após a vitória na sucessão interna da Câmara. A conversa ao vivo ficou pré-agendada para 21 ou 22 de fevereiro. Informada, Dilma Rousseff estimulou o encontro.
Dos quatro deputados condenados no julgamento do mensalão, dois são filiados ao PT: João Paulo Cunha e José Genoino. Eleito vice-presidente da Câmara na chapa de Henrique, o petista André Vargas (PR) defendeu que os companheiros sejam submetidos a processos regulares de cassação.
Passariam pela Corregedoria, seriam mandados ao Conselho de Ética e, se fosse o caso, os colegas os julgariam em plenário. Ali, o destino de seus mandatos seria decidido no voto secreto. Tudo como se não houvesse uma sentença do STF. A prevalecer a nova posição de Lula, petistas que pensam como Vargas devem ser desligados da tomada.