diário de guarulhos
Mayara Baggio
José Cruz ABR
Vereador Geraldo Celestino (PSDB) tem versão contrária. Proprietário da empresa fala em perseguição política às vésperas da eleição
Em resposta à condenação em primeira instância da Mamberti e Mamberti Produções e da MMDC Produções Artísticas, acusadas de envolvimento em ações de favorecimento na realização de shows promovidos pela Secretaria de Cultura de Guarulhos, em 2005, o dono das empresas, Carlos Mamberti, afirmou que as produtoras estão sofrendo perseguição política por parte dos autores da denúncia.
“Este não é o primeiro processo movido contra as duas companhias por parte destas pessoas”, afirmou, em referência ao vereador Geraldo Celestino (PSDB) e ao ex-vereador e atual presidente do PTB de Guarulhos, Waldomiro Ramos, que acionaram a denúncia no Ministério Público.
Mamberti garantiu que a defesa pedirá a revisão do caso no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP). “As contratações não exigiam licitação”, disse.
No entanto, para Celestino, a versão de Mamberti sobre a obrigatoriedade da concorrência entre prestadores de serviços não é válida. “A licitação deveria ter sido feita como em todos os outros setores. Tenho certeza que todos serão condenados”, disse.
Segundo a advogada das companhias, Kátia Regina, houve “uma manobra política tendenciosa a fim de apontar favoritismo e beneficiamento de políticos ligados ao Partido dos Trabalhadores”.
As duas produtoras envolvidas no caso têm ligação com a família do ator e secretário no Ministério da Cultura desde o início da gestão do ex-presidente Lula, Sérgio Mamberti. Procurados pelo DG, Waldomiro Ramos e o ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá, não foram encontrados pela reportagem.
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