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sábado, 9 de julho de 2011

Falsos empréstimos do mensalão somam R$ 75 mi, diz Gurgel.

Folha.Com
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Procurador-geral da República concluiu que operações movimentaram 25% a mais do que foi apurado por CPI.

Ministério Público diz que bancos BMG e Rural abasteceram esquema de compra de apoio político ao governo Lula.
Sérgio Lima/Folhapress
O procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel, que pediu a condenação de 36 dos 38 réus no processo do mensalão
O procurador-geral da República Roberto Gurgel, que pediu ao condenação de 36 dos 38 réus no processo do mensalão.

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, concluiu que os empréstimos fraudulentos dos bancos Rural e BMG ao grupo do publicitário Marcos Valério e ao PT, que encobriram o caixa dois do mensalão, ultrapassaram R$ 75 milhões.

A informação consta de suas alegações finais enviadas anteontem ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Gurgel não explica como chegou ao valor. Apenas diz que foram "pseudo" empréstimos que, segundo ele, abasteceram o esquema.

"Além do desvio de recursos públicos, os dados coligidos demonstraram que a quantia de R$ 75.644.380,56, obtida dos Bancos Rural e BMG, foi entregue à administração do grupo liderado por Marcos Valério e ao próprio PT, sob o fundamento de "pseudo" empréstimos, sendo aplicados no esquema ilícito", afirma o documento obtido pela Folha.

Todos os envolvidos negam a existência do esquema.

O número apresentado por Gurgel, calculado com base em perícias e documentos dos 210 volumes do processo do mensalão no STF, é quase 25% maior do que era conhecido até hoje.

Dados divulgados em 2005, durante a CPI dos Correios, diziam que os dois bancos teriam concedido empréstimos fictícios de cerca R$ 55 milhões ao núcleo de Valério e outros R$ 5,4 milhões diretamente ao partido do ex-presidente Lula.

Os recursos apontados por Gurgel eram usados para financiar o esquema, revelado pela Folha em 2005, de distribuição de dinheiro em troca de apoio no Congresso.

DINHEIRO PÚBLICO
Segundo o procurador, as investigações também revelaram que Valério, apontado como o operador do mensalão, repassava a políticos dinheiro desviado de contratos com órgãos públicos e empresas de telefonia.

Cerca de R$ 20 milhões que não tiveram destinação comprovada vieram de contratos da Visanet, fundo criado por vários bancos para promover os cartões Visa.

Parte dessa verba é considerada pública, já que o Banco do Brasil tinha participação e geria gastos de comunicação da empresa.


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