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quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DD faz nova representação contra juiz da Satiagraha.

Daniel Dantas formulou nova representação contra o juiz Fausto de Sanctis na Corregedoria do TRF-3, sediado em São Paulo. Alega na petição que o magistrado estaria cerceando o acesso dos advogados de defesa ao processo em que é acusado de crimes financeiros. O blog apurou que, na última segunda-feira (26), De Sanctis foi notificado pela corregedoria a apresentar a sua defesa. A nova reclamação contra o titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo chega nas pegadas de um despacho do TRF, da semana passada. Em decisão liminar (provisória), o desembargador Johonsom Di Salvo mantivera nas mãos do juiz De Sanctis o processo da Satiagraha. A juíza Silvia Maria Rocha, reivindicara a transferência do processo para sua jurisdição, na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A juíza Silva, a propósito, é autora, ela própria, de uma representação contra De Sanctis na corregedoria do TRF. Em meio a esse sururu jurídico, vai sendo adiada a sentença judicial no processo resultante da segunda fase da Operação Satiagraha. Escrito por Josias de Souza às 17h59

Heráclito chama Suplicy de ‘corno’ e vídeo vai à web.

video1 Um par de vídeos pendurado na web tornou-se oportunidade para uma visita à fronteira que separa o Senado do balcão de uma birosca. O Senado é uma coisa, a birosca é outra. Mas, por vezes, os dois ambientes se interpenetram. Graças ao eleitor do Piauí, Heráclito Fortes pertence ao mundo do Senado, não ao universo da birosca. Reza a praxe, que, no ambiente parlamentar, mesmo o pior desafeto deve ser tratado por “excelência” e “nobre colega”. Porém, ao discutir suas diferenças com Eduardo Suplicy num programa de TV piauiense, Heráclito como que encostou a barriga no balcão da birosca. Deu-se há cinco dias. Abandonando a sua reconhecida verve humorística, o senador ‘demo’ aproximou-se do cangaço parlamentar. O apresentador da atração formulou a Heráclito a pergunta de uma telespectadora. Queria saber se seus embates com Suplicy eram temperados pela “inveja”. Vale a pena ouvir Heráclito: “Inveja? Eu não sou corno! Eu não tenho inveja de corno! Me respeite, menina! [...] Eu vou ter inveja do Suplicy por quê?” Em resposta a outra pergunta, Heráclito pespegou em Suplicy um segundo adjetivo acerbo. Disse que o contendor tornou-se um personagem “idiotizado”. Depois de ele ter posado de sunga, de calcinha lá nos corredores do Senado, para atender aquela Sabrina Sato, ele idiotizou-se”. Suplicy decidiu responder a Heráclito com o cavalheirismo do seu silêncio. “Não vou comentar”, disse o senador ao repórter. Pode-se atribuir a Suplicy muitos defeitos. Pode-se dizer que, às vezes, ele agride a própria imagem. Mas jamais arranhou as boas maneiras. Num instante em que Heráclito homenageia a retórica da birosca, vale aproveitar a visibilidade do banditismo carioca para recordar uma frase. Um comentário que o traficante Elias Maluco fez aos policiais que o estapearam no instante em o conduziam, algemado: “Não esculacha”.
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Toninho Raimundo morreu de infarto no domingo.

Toninho Raimundo
Missa de sétimo dia do ex-vereador ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 30 de outubro DG - Diário de Guarulhos
A missa de sétimo dia do vereador Toninho Raimundo, morto nesse domingo (25), ocorrerá na próxima sexta-feira dia 30 de outubro, às 19h30 na Paróquia São Judas Tadeu, localizada na Rua da Verdade, 269 - Torres Tibagy. Aos 62 anos, o ex-vereador e ex-presidente da Proguaru, com mais de 30 anos de vida pública, foi também diretor de departamento na Prefeitura, secretário municipal e presidente do Partido Verde de Guarulhos por 2 anos, quando foi eleito vereador com 2.862 votos, em 2004. Toninho Raimundo era bacharel em Administração e Direito. Nasceu na pequena cidade de Martinópolis, em 1942, onde viveu com sua família até a juventude. Chegou a Guarulhos em 1967, com sua mulher, Clarice Marta de Jesus e com o filho, ainda pequeno, Edvaldo Saú. Amigo de todos, deixa saudades, principalmente pela pessoa que foi: atenciosa, justa, generosa e de espírito coletivo.

Derrotados, vereadores desistem de emenda que mudaria horário de sessões.

GuarulhosWeb - Wellington Alves - Foto: Ana Paula Almeida 27/10/2009 09:33
Com a derrota iminente da emenda ao Regimento Interno da Câmara Municipal que alteraria o horário de início das sessões das 14h para 18h, os vereadores favoráveis à mudança resolveram recuar. Ontem, Helena Sena (PSC), José Mário (PTN) e Ricardo Rui (PPS) anunciaram que o grupo pró-mudança desistiu da proposta. Entretanto, eles pretendem conseguir a alteração no início do próximo ano. A mudança do horário traria um ônus de cerca de R$ 600 mil por ano aos cofres públicos com horas extras e adicional noturno dos funcionários, prejudicaria o trabalho da imprensa e beneficiaria os compromissos pessoais dos parlamentares. Na quinta-feira, a emenda seria votada, porém prevendo a derrota, o grupo pró-mudança esvaziou o plenário. Helena Sena foi a autora da emenda, porém não quis retirá-la da pauta sozinha. "Todos os vereadores do grupo estão assinando. Funcionários da Câmara e assessores de vereadores nos procuraram falando que não teriam como voltar para casa se a sessão terminasse meia-noite. Tem a questão dos custos e a imprensa que precisa se estruturar." José Mário não encara a retirada como uma derrota. "Precisamos de um momento de transição. No futuro será às 18h, mas podemos ter um horário intermediário, às 16h, para não prejudicar tanto os funcionários e a imprensa. Para a próxima vez já sabemos quais são os entraves." Ricardo Rui admitiu que a retirada será benéfica para uma possível vitória no futuro. "Se perdesse agora poderia ficar o estigma de derrota." De acordo com Helena Sena, o grupo conseguiria os 18 votos necessários para a aprovação da emenda. Entretanto, a proposta da retirada contava com apenas 15 nomes. A vereadora declarou que contava com os votos de Luiza Cordeiro (PC do B), Unaldo Santos (PSB) e Eduardo Soltur (PV). Luiza desmentiu a informação quando soube. "Eu não queria a mudança e teria que ter muitos argumentos para eu trocar o voto." Helena Sena admitiu que os compromissos particulares dos vereadores fazem com que as sessões noturnas, apesar dos diversos contratempos, sejam mais atrativas. "Por que você acha que tem tantos vereadores que faltam nas sessões. Às vezes tem um compromisso no trabalho, uma palestra para fazer e tem que escolher entre a Câmara ou a outra proposta." Ricardo Rui lembrou que quando foi eleito vereador pela primeira vez, em 2000, as sessões eram noturnas. "A clínica lucrava cerca de R$ 150 mil e me chamaram para concorrer por um salário de R$ 6 mil, falando que eu precisava vir aqui só duas vezes por semana à noite. Depois resolveram mudar o horário das sessões para tarde." O presidente do Legislativo, Alan Neto (PSC), avalia que os favoráveis à mudança não tiveram outra escolha. "Eles não tinha votos para aprovar. Iria aumentar o custo." Sobre a possibilidade de apresentação de nova proposta de alteração pelo grupo em 2010, ele afirma que continuará contrário, mesmo que seja para iniciar a sessão às 16h. "É melhor deixar o horário como está, até porque nunca começamos às 14h mesmo."

Crescem despesas sigilosas do Planalto com cartão.

Entre janeiro e setembro de 2009, os gastos sigilosos do Planalto com cartões de crédito corporativos somaram R$ 5,3 milhões. A cifra excede em R$ 1,5 milhão as despesas feitas no mesmo período em 2008. Um tônico de mais de 9%. Deve-se a informação aos repórteres Edson Luiz e Izabelle Torres. A despeito do aumento, a CGU diz que decresceram as operações feitas por meio de cartões. Tomado pelos primeiros nove meses, o ano de 2009 já registra o terceiro maior volume de gastos com cartões da gestão Lula. Só perde para os dois anos inaugurais do primeiro mandato –em 2003, gastou-se R$ 5,6 milhões. Em 2004, R$ 6,4 milhões. Nada de anormal, na visão do secretário-executivo da Controladoria Geral da União, Luiz Navarro. Ele diz que o governo limitou em 30% o uso dos cartões corporativos para saques de dinheiro vivo, na boca do caixa. "O aumento era natural, mas as comparações mostram que há normalidade nesse tipo de pagamento", diz Navarro. De resto, informa que a CGU não tem recebido denúncias de irregularidades no manuseio dos cartões corporativos. No caso da Presidência da República, os dispêndios são sigilosos. O contribuinte paga, mas não sabe o que está financiando. Escrito por Josias de Souza às 05h13

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Conselho decide fechar Fundação Sarney.

MÁRCIO FALCÃO da Folha Online, em Brasília TATHIANA BARBAR da Folha Online O conselho curador da Fundação José Sarney decidiu fechar a entidade, que mantém, no Maranhão, o acervo do período em que o atual presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocupou a Presidência da República. A informação foi confirmada pela assessoria de Sarney e antecipada pela colunista da Folha, Mônica Bergamo. Entenda as denúncias contra a Fundação José Sarney Domingo na Folha: Sarney ajudou filho a "atacar" setor elétrico, revela grampo TJ-DF rejeita novo recurso de jornal no caso Fernando Sarney Oposição cobra apuração de ingerência de Fernando Sarney em ministério Família Sarney interfere em agenda de Edison Lobão A assessoria do senador negou, no entanto, que a decisão tenha partido de Sarney. A fundação teria sido fechada por problemas financeiros. Ainda não foi decidido o que será feito com o acervo. Procurado pela reportagem, o presidente da fundação, José Carlos Sousa Silva, disse desconhecer o fato e afirmou que as denúncias contra a fundação e contra Sarney são "preconceito" contra os nordestinos. Em julho, uma reportagem publicada pelo jornal "O Estado de S.Paulo" informou que ao menos R$ 500 mil dos recursos repassados pela Petrobras para patrocinar um projeto cultural da Fundação Sarney teriam sido desviados para empresas fantasmas e empresas da família do senador. O dinheiro teria ido parar em contas de empresas com endereços fictícios e contas paralelas. O projeto nunca saiu do papel. Segundo a reportagem, a justificação de um saque de R$ 145 mil foi feita com recibos da própria fundação. Outros R$ 30 mil foram para emissoras de rádio e TV da família Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício. Na ocasião, Silva chamou de "leviana" as denúncias de que a fundação teria desviado R$ 500 mil da Petrobras para empresas fantasmas ligadas a família do peemedebista. Ele negou, em nota, que as empresas sejam de fachadas e sustentou que fez "correta aplicação dos recursos". O presidente da fundação afirmou que a Petrobras acompanhou a execução do projeto cultural que foi patrocinado pela Lei Rouanet. Sarney disse, na ocasião, que a prestação de contas da fundação foi encaminhada ao Ministério da Cultura e que caberia ao TCU (Tribunal de Contas da União) investigar qualquer irregularidade. Ele afirmou ainda que não tinha responsabilidade administrativa sobre a fundação. O estatuto da fundação, no entanto, derrubou versão do senador e disse que competia a Sarney presidir reuniões do conselho curador, orientar atividades e representá-la em juízo. Em setembro, um relatório do TCU sobre os repasses da Petrobras para a Fundação José Sarney aponta "regularidade da conduta da estatal". "Se há prejuízo ao erário federal, este se refere ao patrimônio da União e não o da Petrobras, sendo o Ministério da Cultura o órgão responsável pela avaliação das contas do ente beneficiário", disse o tribunal.

domingo, 25 de outubro de 2009

Conselho Fiscal rejeita contas do Ipref.

GUTEMBERG TAVARES
Da Redação Guilherme Kastner
O Conselho Administrativo do Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos Municipais de Guarulhos (Ipref) decidiu, em assembleia realizada no dia 14, rejeitar as contas de janeiro, fevereiro, março e abril deste ano.
O presidente do Conselho, Alexandre Eduardo Daffre, assinou um ofício comunicando a decisão ao prefeito Sebastião Almeida, ao presidente da Câmara, Alan Neto e à superintendência do Saae.
Ele aponta supostas irregularidades na folha de pagamento dos funcionários e da presidência executiva do Instituto. O presidente executivo, Luis Carlos dos Santos, nega as acusações (ver texto ao lado).
Por telefone, Daffre disse que Luis Carlos dos Santos, bem como outros de gestões passadas, vêm incorporando valores adicionais ao subsídio mensal, o que não é permitido. O resultado seria um aumento na folha.
Questionado sobre quanto seria o valor a mais, Daffre afirmou que não sabe, e por isso solicitou auditoria nas contas.
No ofício, Daffre explica ainda que a rejeição das contas do Ipref podem impedir o município de atualizar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), documento exigido para que Guarulhos possa receber recursos do governo federal e do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O presidente da Câmara, vereador Alan Neto (PSC), disse ontem que já recebeu o ofício, mas ainda está analisando seu teor. Acrescentou que a possibilidade de Guarulhos ficar impedida de receber recursos federais preocupa tanto a Câmara quanto a Prefeitura, já que ambas têm projetos que necessitam de financiamento público. Ele refere-se ao projeto de uma sede própria para a Câmara e a construção das estações de tratamento esgoto, financiadas pelo PAC Saneamento (Programa de Aceleração do Crescimento). "Acredito que o prefeito irá resolver com urgência esta questão, pois isso implica diretamente em seu objetivo de tratar 55% do esgoto até 2010".
Para o vereador Ricardo Rui (PPS), presidente da Comissão Técnica de Administração e do Funcionalismo Público da Câmara, o problema vai mais além. "A cada seis meses, a prefeitura tem que renovar o certificado de regularidade previdenciária junto ao governo federal. Caso isso não aconteça, os repasses de recursos para o Saae, Proguaru e até para a educação serão bloqueados".
Procurado, o secretário de Governo Alencar Santana informou apenas que o presidente do Ipref, Luis Carlos dos Santos, "seria a pessoa mais indicada para falar. sobre o assunto".Presidente nega as acusações.
O presidente executivo do Ipref, Luis Carlos dos Santos, negou ontem, por telefone, as acusações e disse que as contas do Instituto estão em ordem. Segundo ele, o órgão máximo para a aprovação ou rejeição das contas do Instituto é o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e este, até agora, "tem aprovado nossas contas regularmente".Santos argumentou que a rejeição dos balancetes, que partem de apontamentos realizados pelos respectivos conselhos fiscal e administrativo, ainda não estão finalizados. Com relação a possíveis dificuldades de o município obter o Certificado de Regularização Previdenciária (CRP) e, assim, não receber verbas federais, disse que "isso não ocorrerá, pois os critérios para o CRP se encontram regulares".Segundo ele, a validade do atual contrato vai até 16 de janeiro de 2010. O Ipref existe desde 1984, é uma autarquia municipal com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Atualmente, são vinculados ao Ipref cerca de 1300 funcionários na ativa, que trabalham em órgãos da prefeitura, Legislativo e Saae.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Artistas da cidade mostram alegria e desafios em vivenciar arte do picadeiro.

Vanessa Coelho - Fotos: Divulgação 23/10/2009 11:19 Vida de palhaço, apesar de divertida, não é fácil. Mesmo trabalhando com amor à arte, no fim do mês as contas não deixam de chegar para esses artistas e para pagá-las é necessário fazer verdadeiros malabarismos. Dividindo-se entre os picadeiros e escritórios, salas de aula e ateliês, eles lutam para continuar trazendo um pouco das luzes e magia do circo para o cotidiano da população. Com pouco tempo para ensaiar, em comum todos compartilham o fascínio pelo mundo circense. Transformação - Minholetta é uma palhaça feminina e vaidosa. Tem casa própria, mas só consegue sair do armário quando sua dona, a artista plástica Kaline Kloster, 21 anos, consegue uma brechinha na agenda. Kaline trabalha com artes cênicas desde os 19, quando começou a participar de oficinas de teatro. É integrante fixa da Companhia Brancaleone, uma trupe de palhaços com cinco anos. Entre roteiros e ensaios, ela faz camisetas com estampas circenses para vender e complementar a renda. Com motivação de sobra, a única reclamação de Kaline é a falta de dinheiro. "É o que mais atrapalha a gente. Todo mundo precisa fazer alguma coisa por fora para conseguir dinheiro", declara. A casa da trupe é uma espécie de circo fixo e é aberta uma vez por semana para apresentações. A renda é revertida para a manutenção do espaço. Vez ou outra, a trupe sai andando pela cidade, brinca com quem estiver na rua e "passa o chapéu" para conseguir sua manutenção. Jornada dupla - André Santos, mais conhecido como André Bizorão, 25, vive entre a sala de informática de um colégio estadual e as apresentações na cidade. A jornada dupla foi a solução encontrada para garantir uma renda fixa e ficar um pouco mais perto do sonho de dirigir seriados. Desde pequeno se interessa pelo mundo por trás das câmeras de TV e cinema. Para entender melhor o trabalho dos atores, se envolveu com artes cênicas. Paciente, Bizorrão acredita trilhar um caminho lento mas eficaz para alcançar suas metas: "Para chegar a algum lugar é preciso ter perseverança, persistência e estudo". Há menos de um ano começou a se apresentar com o grupo Los Xerebas. A experiência como professor é mais antiga e começou há três anos. Mesmo em sala de aula, dá um jeito de incluir elementos teatrais nas aulas para que fiquem mais interessantes. Os ensaios do grupo Los Xerebas acontecem uma vez por semana e são encaixados na agenda apertada do atores. Mesmo assim Bizorrão não reclama da sorte. Ele traça planos para o futuro: "Quero fundar o primeiro teatro de arena de Guarulhos, montar oficinas de clown, improvisação e percussão." Escolhas - Kin Yokoyama, 30, deixou de lado a vaga em uma faculdade de psicologia para ser palhaço. A opção pode parecer arriscada, mas ele afirma que ninguém escolhe trabalhar com arte. "A arte que escolhe a gente", garante. Seu personagem Kindyn nasceu há 10 anos, quando se apresentou em uma festa infantil organizada por familiares. Aos 22 anos, prestou vestibular e se viu diante da escolha sobre o que fazer por toda a vida. Optou pelo nariz vermelho. "Foi uma paixão mesmo, quis me entregar por inteiro. Sem contar que como psicólogo, eu sou um excelente palhaço", brinca. Junto com a cia. "Circo nosso de cada dia", é uma exceção da regra. Nenhum membro da trupe precisa se desdobrar em dois empregos para bancar as viagens e apresentações da trupe. Kin diz que os horários são puxados como o de um escritório e tem ganhos semelhantes. Risos e gargalhadas - "Nunca pensei em fazer outra coisa na vida. No começo sempre tem uma resistência de família, mas depois eles aceitaram o que eu queria", afirma Jonas Nogueira, 23, sobre a vida no circo. Quando começou a estudar a arte, desenvolveu seu personagem - o palhaço Chapadinho. Junto com sua companheira de trabalho, a palhaça Lola, conseguiu espaço para se apresentar. "Ver o público dando risada deu mais força pra gente se apresentar. Seu sonho é montar um circo fixo na cidade "Quero abrir um lugar para ajudar a comunidade, ensinar as crianças carentes a fazer acrobacias e jogar malarabares", diz.

Atuação da Fiscalização

Jornal Diário de Guarulhos - Olho Vivo Tribuna Livre 20/10/2009
-------------------------------------------------------------------------------- ARTIGO Com todo respeito ao Castelo Hanssen, pessoa pela qual nutro um grande respeito e admiração, e ainda, consignando que não tenho procuração para defender ninguém, inclusive discordo de muitos atos do poder público em geral, não posso concordar com o que ele escreveu em sua coluna do dia 16, movido sei lá por qual sentimento. Não existe forma de se efetuar uma apreensão sem o exercício da força, infelizmente, se o Castelo acha que alguém, usando de cordialidade e afeto entrega seus produtos para a fiscalização nos passe a receita, no meu entendimento é pura demagogia, desnecessária ao autor por sua história de vida. O ser humano ainda não atingiu e, tenho dúvidas se um dia atingirá este grau de civilidade, até pelo fato de que se existisse esta civilidade não se usaria desta forma de comércio. Sempre a população vem com esta "conversa fiada" de que: coitadinhos, estão trabalhando, vão prender bandidos, como se a ineficiência do poder público em resolver todos os problemas e mazelas da sociedade fosse passaporte para a impunidade generalizada, tal entendimento não passa de pura desinformação ou ouvido seletivo, de quem ouve apenas um lado e emite opinião caolha e tendenciosa. Geralmente por trás daqueles que comercializam desta forma estão exploradores que ganham fortunas com esta conduta, uma vez que pagam miséria pelo trabalho daqueles infelizes, e que, provavelmente ainda exigirão o pagamento pelos produtos apreendidos. Se aqueles produtos perecíveis, não sabemos se de procedência definida ou duvidosa, comercializados de forma irregular podem causar algum problema para os consumidores. Tudo se repete ao som da mesma ladainha: a prefeitura é omissa; cadê a fiscalização, bando de parasitas, enfim, ou se peca por ação ou por omissão. Não concordo com irregularidades ou abusos que, entendo, em havendo, deverão ser apurados, no entanto, vejo nesta crítica uma forma equivocada e perversa de denegrir a imagem de alguém. Com relação ao problema social é outra discussão que não cabe aqui trazer a lume, bem como, os que exploram pessoas sob alegação de que estão dando trabalho, não passam de criminosos que vão além de infrações administrativas e passam a cometer crimes. Meu caro Castelo! Não tenho dúvidas de que está desinformado e armado com algum sentimento mesquinho que não faz parte de seu caráter. P.S.: Na condição de servidor público, com base no Estatuto do Servidor Público e no princípio da legalidade, me negarei a cumprir determinações superiores que entenda manifestamente ilegal. FRANCISCO BRITO SECRETÁRIO DA A.F.G. (ASSOCIAÇÃO DOS AGENTES DE FISCALIZAÇÃO DE GUARULHOS)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

CNBB diz que Cristo não fez alianças com fariseus e ironiza declaração de Lula.

MÁRCIO FALCÃO da Folha Online, em Brasília O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), dom Dimas Lara Barbosa, rebateu a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de fazer alianças. Em entrevista à Folha Lula disse que Jesus Cristo teria que fazer uma coalizão com Judas se precisasse de apoio numa votação. "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão", afirmou Lula. Dom Dimas disse que, apesar de Judas ser um dos discípulos de Cristo, Jesus não fazia alianças com "fariseus" --numa referência a pessoas que parecem uma coisa por fora, mas por dentro são outra. O representante da CNBB ainda ironizou a declaração do presidente. "Para governar o Brasil? Estamos tão mal assim? Queria dizer que, sem dúvida Judas foi discípulo de Cristo, mas Cristo conhece o coração das pessoas e reconhece a liberdade de cada um. Cristo não fez alianças com fariseus. Pelo contrário, teve palavras duras para com eles. Deus conhece o coração das pessoas", afirmou. Questionado se os fariseus nesse caso poderiam ser representados pelo PMDB, dom Dimas disse que não avalia alianças políticas. Em um jantar, comandado pelo presidente Lula, na noite de terça-feira, petistas e peemedebistas fecharam uma pré-aliança para a campanha eleitoral de 2010. "PMDB? Não. Não estou entrando em detalhes de partido nenhum. Não estou me referindo a nenhum partido. Tem gente de bem em todas as áreas", afirmou. Sem querer polemizar, dom Dimas cobrou do Congresso a análise do projeto de iniciativa popular que estabelece a "ficha limpa" para os candidatos que disputam cargos públicos. O movimento reuniu 1,3 milhão de assinaturas de brasileiros favoráveis à proposta e impede que candidatos com problemas na Justiça participem da disputa eleitoral. "Temos que lutar pela ética na política e levar adiante esse projeto de fichas limpas. Estamos tendo dificuldades, mas tenho certeza que, com a vontade popular se manifestando, faremos o projeto chegar lá na frente. O trabalho com o bem comum exige o mínimo de ética e por isso queremos que pessoas com pendências não possam ser candidatos", disse.

"PROJETO DO GOVERNO DE SÃO PAULO MOSTRA QUE SERRA NÃO GOSTA DE PROFESSOR."

da Folha Online O vereador Gabriel Chalita (PSB) usou o Twitter (microblog) para criticar a política educacional do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A crítica acontece depois de o PSDB anunciar que entrará na Justiça para cobrar o mandato de Chalita --que trocou o PSDB pelo PSB. "Projeto do governo de São Paulo mostra que Serra não gosta de professor. Nada de aumento agora. Projeção de aumento mediante prova em alguns anos", escreveu ele hoje no Twitter. O PSDB entrou ontem no TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo com pedido para tirar o mandato de Chalita. Na ação, são arrolados como testemunhas de defesa do partido o presidente estadual, Mendes Thame, e secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, informa Renata Lo Prete, editora do "Painel" da Folha. Inicialmente, o PSDB havia informado que não pediria o mandato de Chalita. Mas mudou de opinião depois que Chalita saiu do partido fazendo várias críticas a Serra. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Chalita, que informou que ele só poderia dar entrevistas na parte da tarde. A reportagem está em contado com a assessoria de Serra e do PSDB. Professores Reportagem da Folha informa que a Assembleia Legislativa aprovou na madrugada de ontem projeto do governo de São Paulo que prevê reajuste salarial de 25% aos professores da rede estadual mais bem avaliados em uma prova de conhecimentos. Além da prova, também contará o número de faltas dos docentes e o tempo de permanência na mesma escola. Receberão o aumento os mais bem avaliados nos exames (haverá nota de corte para a ascensão).

Lula: ‘Desgraçou tudo; Os hômi tão ficando nervoso’

Lula conduz a campanha de Dilma Rousseff como se andasse de bicicleta. Foi à calçada um ano e meio antes do tempo. Se parar agora, cai. Por isso, Lula observa os críticos que se aglomeram ao redor com olhos de desprezo. O presidente do STF chiou? Ah, o Gilmar Mendes! As legendas de oposição foram ao TSE? Querem respeito à lei?. Ah, os tucanos e os demos! Leis, ora as leis! Nesta quarta (21), o presidente foi pedalar em Minas, Estado do grão-tucano Aécio ‘Pós-Lula’ Neves. Levou na garupa, como sói, Dilma Rousseff. Lançou um programa de internet gratuita num comício em Belo Horizonte. Discursou. Assista a um pedaço lá no alto. A alturas tantas, disse: “Qualquer outro presidente, se não fizesse nada, ninguém cobrava, por que são tudo da mesma laia...” “...Quando chega um metalúrgico [...], se ele não dá certo, coloca uma cangáia no pescoço dele e a classe trabalhadora nunca mais iria eleger um presidente”. Expressando-se em lulês, uma língua que lhe tem rendido fabulosos índices de popularidade, Lula acrescentou: “[...] Agora desgraçou tudo. Porque agora os hômi tão ficando nervoso porque nós tamo inaugurando obra”. Mais adiante, destilou ironia: “Eu só peço calma. Calma, que nos ainda nem começamos a inaugurar o que nos temos para inaugurar nesse país...” “...Tem muita coisa pra acontecer e tem muita coisa que nós vamos fazer ainda pra frente...” “...Aguardem porque nós aprendemos a fazer as coisas nesse país e esse país nunca mais voltará a ser o país pensado da forma pequena que eles pensavam esse país”. Depois, Lula discursou num pa©lanque armado em Ouro Preto. Ali, pedalou a liberação de verbas do PAC para um plano de recuperação de cidades históricas. Nesse pedaço do trajeto, tinha do seu lado, além de Dilma, Aécio. Ao discursar, deu “parabéns à companheira Dilma”, mãe do PAC. Na platéia, duas claques. Uma pró-Dilma. Outra pró-Aécio. Era a antecipação da campanha em carne e osso. Lula saboreia o nervosismo dos rivais com a disposição de quem já aprendeu: numa disputa presidencial, só há dois tipos de personagens. Há os que atropelam e os que são atropelados. O caminho é mais suave para os que se equilibram sobre rodas 100% financiadas pelo déficit.
Escrito por Josias de Souza às 03h29

Charles Chaplin - O ultimo discurso de O grande ditador.

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domingo, 18 de outubro de 2009

Chefes intimidadores se sentem incompetentes, diz estudo.

EWEN CALLAWAY da New Scientist Você tem um chefe que intimida? Se lhe consola, uma nova pesquisa mostra que chefes que se sentem incompetentes atacam severamente os outros, com intuito de compensar a própria inferioridade. "Detentores de poder sentem que precisam ser superiores e competentes. Quando eles não sentem que podem demonstrar isso legitimamente, eles demonstram isso rebaixando as pessoas com um corte ou dois", diz Nathanael Fast, psicólogo social da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, que liderou uma série de experimentos, a fim de explorar estas consequências. Na primeira, Fast e sua colega Serena Chen, que é da Universidade da Califórnia, em Berkeley, pediu a 90 homens e mulheres que trabalhavam para preencher questionários on-line sobre as respectivas tendências agressivas e a percepção de competência. Os mais agressivos tendiam a ter dois empregos de alto poder, disseram os cientistas. O fator desconforto Para ver se um ego ferido pode realmente causar uma agressão, os pesquisadores manipularam a autoestima e o senso de poder das pessoas, pedindo-lhes para que escrevessem sobre ocasiões quando se sentiram poderosas ou impotentes e, em seguida, competentes ou incompetentes. Pesquisas anteriores sugeriram que algumas experiências dessa maneira causam impactos a curto prazo ou queda nos sentimentos de poder e capacidade, disse Fast. Em seguida, Fast e Chen solicitaram aos voluntários para que selecionassem uma punição que seria dada a estudantes universitários por respostas erradas, em um teste hipotético de aprendizado. Voluntários escolheram entre sons de buzina que variavam ente 10 decibéis até ensurdecedores 130 decibéis. Os voluntários que se sentiam mais incompetentes e poderosos aplicaram penalidades mais altas, de 71 decibéis, em média. Já os trabalhadores que se sentiam à altura de seus cargos selecionaram punições mais leves, entre 55 e 62 decibéis, assim como aqueles que se sentiam incompetentes e impotentes. A bajulação parece ser um fator que tempera a agressividade de líderes inseguros. Quando Fast e Chen persuadiram os voluntários elogiando a sua capacidade de liderança, todas as suas tendências agressivas desapareciam. Isso é uma evidência de que líderes são agressivos por causa do ego ferido, não apenas por uma ameaça a seu poder, afirma Fast. Isso também pode explicar por que os líderes de organizações grandes e pequenas se cercam de pessoas que obedecem sem questionar, observa ele. Adulação cega, entretanto, não pode ser a melhor solução para os 54 milhões de cidadãos que tiveram experiência de assédio moral no trabalho, apenas nos Estados Unidos (veja o documento, em inglês, aqui). Mas facilitando as novas posições de poder para líderes, ou dizendo-lhes que é natural que sintam medo, pode prevenir futuras explosões de raiva, diz Adam Galinsky, psicólogo social da Universidade e Escola de Administração Kellogg, em Illinois.

O Analfabeto Político (Bertolt Brecht)

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sábado, 17 de outubro de 2009

Lina diz ter achado a agenda da ‘reunião’ com Dilma.

Fotos: Folha
Lembra-se de Lina Vieira? A ex-leoa está de volta. É portadora de más notícias para a ministra-candidata Dilma Rousseff. A ex-secretária da Receita diz ter encontrado a agenda na qual anotara a data do encontro que mantivera com Dilma. Teria ocorrido em 9 de outubro de 2008. Nessa página, a agenda de Lina traz a seguinte anotação: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney". Deve-se a revelação da novidade ao repórter Alexandre Oltramari. Relatou-a nas páginas de Veja. Para recordar: em entrevista à Folha, Lina dissera, em agosto passado, que Dilma a convocara para uma reunião no Planalto. No encontro, a chefe da Casa Civil pedira para “apressar” uma auditoria em que o fisco perscrutava os negócios de Fernando Sarney. Vem a ser o filho do presidente do Senado, responsável pela gerência das empresas da família do senador José Sarney. Dilma negou ter feito o pedido. Expoentes do governo pespegaram em Lina a incômoda pecha de “mentirosa”. Tomada pela entrevista e pelo depoimento do Senado, a ex-leoa ficou em posição frágil. Embora soasse peremptória no principal, foi vaga nos detalhes. Instada a informar o dia em que o encontro ocorrera, dissera que não se lembrava. Talvez em dezembro do ano passado. Perguntada sobre a agenda, informara que havia sido empacotada junto com a mudança que despachara de Brasília para Natal, a cidade onde mora. A pretexto de sepultar a polêmica, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, trouxe à luz um conjunto de datas. Nas pegadas do depoimento de Lina aos senadores, Jucá informara que ela estivera em palácio quatro vezes: outubro de 2008 e janeiro, fevereiro e maio de 2009. Nada de dezembro de 2008, como insinuara a ex-secretária da Receita. Admitindo-se como verdadeira a anotação da agenda agora retirada do baú, Jucá corrobora Lina. O mês de outubro de 2008, mencionado pelo senador, é o mesmo que aparece na agenda da suposta mentirosa. Com razão, Dilma e os governistas hão de perguntar: quem garante que a anotação da agenda, feita a mão por Lina, não é coisa de agora? Procurada em Natal, Lina disse que a refrega verbal com Dilma lhe trouxe transtornos pessoais e familiares. Não deseja alimentar a polêmica pelo noticiário. "Agora eu só falo sobre esse assunto ao Ministério Público, caso seja convocada", ela acrescentou. A julgar pelo que disse aos amigos, Lina disporia de dados adicionais, além da agenda. Alega que, chamada às pressas por Dilma, teve de desmascar uma viagem de Brasília para São Paulo. Marcado para o período da manhã, o bilhete foi remarcado para as 19h30 de 9 de outubro. Coisa passível de compravação. De resto, a ex-secretária guardaria consigo um CD. Conteria todas as mensagens eletrônicas que trocou com seus assessores nos seus 11 meses de leoa. Insinua que há em algumas das mensagens referências aos Sarney, o suposto alvo do pedido da ministra. Resta agora saber se o Ministério Público tem interesse em revolver a querela. Escrito por Josias de Souza às 05h55

Sucessão de 2010 atravessa a etapa da ‘prostituição’

Angeli A política, como se sabe, é a segunda profissão mais antiga do mundo. Mas há certos momentos em que ela se assemelha muito à primeira. Recorde-se, por oportuno, Péricles. Desceu ao verbete da enciclopédia como líder do melhor período de Atenas (443 a.C. a 429 a.C.). Ao ordenar o cerco à ilha Samos, permitiu que as prostitutas de Atenas seguissem junto com as tropas, Uma forma de aliviar as pulsões da soldadesca. O sítio foi longo. E os negócios das mulheres de Atenas resultaram prósperos. Tão vistosos que, na volta, entregaram a Péricles uma parte dos lucros. Corta para o Brasil de 2009. Mandatário de uma fase “nunca antes vista na história desse país”, Lula também ordenou um cerco. Mantém sob sítio os partidos que vivem de vender apoio aos mandachuvas de plantão. São, por assim dizer, as meretrizes da política. Lula tenta conter essas legendas nos limites da cidadela governista. Guarnece pessoalmente o PMDB. Mandou Dilma cuidar de PPs, PRs, PDTs e adjacências. Vem daí qie pemedebês, pepês, pêérres, pedetês e o inefável etcétera aproveitam a sua hora. Penduram-se nas manchetes, expondo as partes. Uma parte ameaça romper com a candidatura oficial de Dilma, aderindo a Serra. Outra parte flerta com Ciro, o Plano B do governismo. A unir todas as partes há o desejo atávico pelo poder. Um apetite irrefreável pela fruição dos negócios. Uma atração incontida pelo tilintar de verbas e cargos. No baixo mercado político, sucedem-se as reuniões e os jantares. Nesse universo, as armas são os ministérios, as estatais, as autarquias. As arcas, enfim. Vão às mesas pessoas de reputação duvidosa –Jáderes, Valdemares e outros azares. Garotinhos manuseiam os talheres com apetite de gente grande. Eles reocupam o noticiário. Transitam livremente pelas páginas pedindo, pleiteando, ameaçando, querendo, exigindo... Vive-se aquela fase em que a sucessão mergulha numa zona de gandaia. Ou Lula dá o que lhe pedem ou arrisca-se a engordar as fileiras inimigas. No front adversário, acomodam-se outras partes e até inteiros. A tribo demo unificou-se ao redor de Serra. O pedaço do pemedebê representado por Quércia também. O petebê de Jefferson ainda busca a melhor posição. Daí a sofreguidão com que Lula busca as relações plurais sem se preocupar com a (má) fama dos parceiros. No afã de converter Dilma em candidata de porteira fechada, o presidente entrega-se às velhas poses. Cede gostosamente ao assédio dos interesses mais contraditórios. A pretexto de se contrapor ao tucanato, Lula dá azo à perversão. Súbito, inverte-se a lógica da investida. De sitiadas, as legendas mais assanhadas passam a comandar o cerco. A exemplo de Péricles, Lula faz vistas grossas para o lucro dos partidos-meretrizes. A pretexto de assegurar a sucessão plebiscitária, Lula como que mimetiza FHC. Assim como o antecessor, Lula sabe que a prostituição nasceu antes do Estado. Em vez de combatê-la, aceita a idéia de que ela sempre vai existir. Conforma-se com o fato de que os partidos sempre irão se aproveitar das circunstâncias. Rende-se à (i)lógica sob o argumento de que aos governates não cabe senão fazer o que precisa ser feito. A Péricles, as prostitutas entregaram um naco dos lucros. Ao sucessor(a) de Lula pagarão, na melhor hipótese, com a velha moeda de sempre: “governabilidade”. Atônito, o país espia os primeiros movimentos da orgia através do telhado de vidro dos partidos. Expõem, sem restrições, o strip-tease da pseudovirtude. A nação imperfeita assiste impassível à evolução da impudência levada às raias da perfeição. A essa altura, o eleitor se prepara para as urnas de 2010 sem saber quem será o eleito. Porém... Porém, sabe que, seja quem for o eleito(a), vai acordará do sonho da presidência nova na cama dos velhos inimigos de sempre. Escrito por Josias de Souza às 18h38

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Morre ex-jogador e 'gigante dos Trapalhões' Emil Rached, aos 66 anos.

Do UOL Esporte Em São Paulo
Medalha de ouro com a seleção brasileira nos Jogos Pan-Americanos de 1971 em Cali, Colômbia, morreu nesta quinta-feira o ex-jogador de basquete Emil Rached, aos 66 anos de idade. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva do Centro Médico de Barão Geraldo, que fica na cidade de Campinas, interior do estado de São Paulo. O ex-atleta não resistiu à complicações clínicas e morreu com uma infecção generalizada. Com 2,20 m de altura, Emil Rached ficou conhecido como o mais alto jogador da história do basquete brasileiro. Nascido em 20 de junho de 1943, passou por Palmeiras, XV de Piracicaba, Corinthians, Botafogo-RJ, TC Campinas e Rio Claro. O pivô foi descoberto pelo árbitro Renato Righetto, que o apresentou ao time do Palmeiras em um jogo em Campinas. Na semana seguinte, o gigante já estava morando e treinando no Parque Antártica. Pela seleção brasileira, além do título do Pan de 1971, ficou em terceiro lugar no Campeonato Mundial de 1967, disputado do Uruguai, além do vice-campeonato sul-americano em 1966, tendo disputado 18 jogos oficiais pelo time nacional. Rached foi eleito o melhor jogador da final do Pan de Cali contra Cuba. "Fui o cestinha e eliminei três jogadores de Cuba na final por falta. Eu chamava muita atenção por ser grande. Conseguia atrair dois marcadores para mim e sempre um ficava livre", contou o ex-jogador ao UOL Esporte em 2007. Apesar da passagem marcante pelo basquete, Emil Rached ficou famoso como ator, trabalhando ao lado da trupe dos Trapalhões, tanto em filmes quanto no programa de TV. Ele participou de "O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão" e "Os Trapalhões na Guerra dos Planetas", filmes que tiveram um público de 5 milhões de espectadores cada. "Um dia o Renato Aragão me convidou para ser parte efetiva dos Trapalhões. Eles se aproveitavam de mim", disse Rached, em tom de brincadeira, sobre seus trabalhos ao lado de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

sábado, 10 de outubro de 2009

Ex-materialista, Dilma dedica o final de semana à fé.

Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde
Nos últimos meses, Dilma Rousseff dedica-se a Deus com tal devoção que estimula nos brasileiros mais crédulos a suspeita de que Ele talvez não exista. Em março, a ministra participara de missa oficiada pelo carismático padre Marcelo Rossi, em São Paulo. No mês passado... ...Participou de uma roda de oração ao lado de dois ex-presidiários nos EUA: o apóstolo Estevam e da mulher dele, a bispa Sônia Hernandes, da Igreja Renascer. Na última segunda (5), foi à sede da Assembleia de Deus. em São Paulo. O pastor José Wellington da Costa açulou os cerca de 4 mil fiéis presentes: "Os irmãos querem recebê-la com um amém bem forte?" E os irmãos, em coro bem forte: "Amém". Pois bem. Dilma decidiu dedicar o final de semana, de novo, ao Senhor. Neste sábado (10), desembarca em Belém (PA). Testemunhará o Círio de Nazaré, a maior manifestação religiosa do país. Visitará a Catedral da Sé. Depois vai medir o asfalto das ruas de Belém, atrás da procissão de Nossa Senhora de Nazaré. Nesta sexta (9), a ministra esteve em Salvador. Chegara na noite da véspera, para a festa de 70 anos do comunista Haroldo Lima (PCdoB), presidente da ANP. Na manhã seguinte, foi à Igreja do Bonfim. Do lado de fora, tomou “banho de axé”. Pais e mães de santo lançaram sobre ela folhas de aroeira e borrifos de água. Escalou as escaradarias da irgreja. Do lado de dentro, entoou pedaços do hino em louvor do Senhor do Bonfim. Comungou.
À saída, os repórteres perguntaram a Dilma se ela é religiosa. E a ministra, citando a Igreja Católica: "É de onde eu sou e onde eu fui curada". Algo de muito estranho se passa na alma da ex-guerrilheira. Parece ter trocado o velho materialismo dialético pela beatice inveterada. Não se sabe ao certo o que produziu a mutação –se um encontro da ministra com Jesus ou os preparativos para encontrar as urnas. Se a transformação tiver motivação eleitoral, os efeitos serão nulos. Deus, como se sabe, está em toda parte. Mas delegou ao Demônio o controle da política. Escrito por Josias de Souza às 04h41

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

O GRANDE DIA "D"

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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Receita aperta fiscalização sobre o IR da classe média.

Ilegalidades mais comuns encontradas por fiscais foram nas deduções de gastos com educação, saúde e previdência privada
Reportagem publicada no Jornal Folha de São Paulo desta terça-feira (6) revela que a Receita Federal decidiu apertar o cerco contra fraudes em deduções do Imposto de Renda (IR) praticadas sobretudo pela classe média. Operação-piloto iniciada em Brasília, pela área de inteligência do fisco, começou a apresentar os primeiros resultados no mês passado, com autuações ao redor de R$ 150 mil por contribuinte. Há casos, contudo, superiores a R$ 400 mil, de acordo com documentos obtidos pela Folha. A ação do fisco já foi estendida a vários Estados, mas o trabalho nas outras cidades está numa fase mais inicial. No Distrito Federal, numa primeira leva, já foram multadas aproximadamente 700 pessoas. A operação será ampliada na capital do país no ano que vem. Os valores dos autos de infração são proporcionalmente elevados (para pessoas físicas), devido às quantias sonegadas (sobre as quais são aplicadas multa e juros) e ao período de abrangência da fiscalização, que compreendeu os anos de 2004 a 2008. Esse trabalho da área de inteligência da Receita vem sendo gestado desde 2007, quando auditores pegaram panfletos distribuídos perto da sede do Banco Central, em Brasília, com anúncios de serviços para aumentar a restituição do IR. A operação foi conduzida paralelamente à política que a ex-secretária Lina Vieira havia começado a implementar no final do ano passado, de priorizar a fiscalização sobre os grandes contribuintes. A Receita permite às pessoas físicas abater do IR despesas com saúde, educação e previdência complementar de si próprios ou de seus dependentes. Quanto mais altas as deduções, menor o imposto a pagar. Os auditores em Brasília identificaram que muitas pessoas forjavam gastos dentro dessas três modalidades para aumentar os valores de restituição do imposto. Houve até quem inventasse filhos trigêmeos para justificar lançamentos fictícios. A restituição do IR ocorre quando a soma do tributo pago pelo contribuinte ao longo do ano supera o valor efetivamente devido, gerando assim um saldo a ser devolvido pelo governo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

PT-SP simula autonomia e opta por candidato próprio.

Reunidos nesta segunda (5), o PT de São Paulo posou de decidido. A legenda informou que terá candidato próprio ao Palácio dos Bandeirantes. O petismos levou à mesa cinco nomes: os deputados Arlindo Chinaglia e Antonio Palocci, o ministro Fernando Haddad (Educação)... ...A ex-ministra Marta Suplicy e o prefeito Emídio Souza (Osasco). Quem tem tantos candidatos, em verdade, não tem candidato. Uma comissão conduzirá o processo de escolha. Tudo isso depois de Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, ter transferido o título eleitoral para São Paulo. Recomenda-se aos que não quiserem fazer papel de bobo que levem o pé atrás ao observar a pseudodecisão do petismo paulista. Antes de bater o martelo, o PT-SP vai pensar duas vezes, analisar todas as possibilidades e reunir o diretório. Uma vez tomada a decisão, o partido pode fazer exatamente o contrário. Ou, em hipótese derradeira, pode fazer exatamente o que decidiu. Tudo é ocasional no futuro do PT-SP, eis o que se deseja realçar. Mexe daqui, articula dali, valerá o que Lula achar que deve ser. Edinho Silva, presidente do PT-SP, diz que o apoio à eventual candidatura paulista de Ciro Gomes não é “automático”. Marta Suplicy afirma que Ciro “não tem a ver” com São Paulo. “Não tem que fechar a porta, mas acho que o PSB nunca fez um caminho de flores para nós no Estado". Ricardo Berzoini, presidente do PT nacional, ponderou: "Nós não estamos fixando uma posição de que o PT terá obrigatoriamente candidato...” “...Mas não podemos ficar esperando as definições do PSB e dos demais partidos para preparar nossa candidatura". O PT pode “preparar” o que bem entender. Se Lula optar pelo contrário, o partido terá de modificar a receita do seu bom-bocado. É simples assim. Escrito por Josias de Souza às 19h26

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ciro Gomes e a tese das duas candidaturas governistas.

25/09/2009 11:57:43 Celso Marcondes/Carta Capital A nova pesquisa CNI/Ibope para as eleições presidenciais, divulgada neste dia 22, apresenta algumas novidades. No cenário mais provável no momento, aquele que reúne o governador José Serra, a ministra Dilma Roussef, o deputado federal Ciro Gomes e a senadora Marina Silva - e exclui a ex-senadora Heloisa Helena -, tanto Serra como Dilma perdem preciosos pontos para Ciro e Marina. Segundo o Ibope, Serra teria 35% dos votos, Ciro 17%, Dilma 15% e Marina 8%. O deputado supera a ministra Dilma em dois pontos. Um “empate técnico”, com sabor de vitória para Ciro, enquanto que a senadora Marina, na sua primeira aparição em pesquisa do instituto, crava respeitáveis 8% das intenções de voto. Se lembrarmos que a menos de três meses discutia-se como grande a possibilidade de vermos as eleições resumidas a um embate entre apenas dois dos candidatos, um da situação e outro da oposição, a pesquisa agora registra que o cenário que se desenha é outro. Não haveria mais como se falar de “plebiscito”, de um “sim” ou “não” ao presidente Lula. Ciro e Marina aparecem como candidatos competitivos, afetando as performances dos dois anteriores favoritos, que, importante frisar, contam até aqui com muitos maiores recursos para aparecerem para a sociedade. Sintomaticamente, a pesquisa aparece num momento em que o governador Serra vinha intensificando sua agenda nacional e os gastos de publicidade do governo estadual. Assim como, do lado do governo federal, a pesquisa surge quando se decretava a saída do Brasil da crise econômica mundial e o pré-sal virava assunto também de generosas campanhas publicitárias na mídia. Agora, o deputado Ciro Gomes e o PSB ganharam boa munição para sua tese, que defende a necessidade de serem lançados dois candidatos, e não só Dilma, na chamada base governista. A ponto do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, do PSB, vir a público para dizer que já saiu dos planos do partido a transferência do domicílio eleitoral do deputado do Ceará para São Paulo. Já o presidente Lula, que na mesma pesquisa viu seu índice de aprovação subir para espetaculares 81%, seguramente esperava que o grau de “transferência de votos” do seu balaio para o de Dilma estivesse agora mais elevado. Como isso não ocorreu, é certo que nos próximos dias terá que ouvir mais questionamentos sobre sua estratégia eleitoral. Do lado tucano, ao contrário do que muita gente esperava, Serra teve que amargar perda de votos, para Ciro e Marina. Quando esta apareceu pela primeira vez como eventual candidata, falou-se muito que a ministra Dilma seria a grande prejudicada, mas não foi o que a pesquisa mostrou. No principal cenário pesquisado, ela perde 3% dos votos em relação à pesquisa anterior, enquanto que Serra perde 4%. Serra também não pode festejar sua hegemonia na disputa com o governador Aécio Neves pela candidatura do PSDB. Se a pesquisa mostrou que o governador de São Paulo fica bem à frente de Aécio quando este surge para substituí-lo (35 a 13%), não é menos verdade que ela deu munição aos argumentos do mineiro, quando ele diz que Serra já teria atingido seu teto e que ele, Aécio, teria maior perspectiva de crescimento ao longo da campanha. Claro que estamos ainda bem longe das eleições e que a sociedade não está nada preocupada com o assunto. Mas as pesquisas sempre ajudaram a inflar ou esvaziar as articulações dos partidos e dos minoritários setores sociais e grupos de interesses que se preocupam cotidianamente com a política. Nas mesas dos escritórios destas pessoas, a pesquisa deve estar dando motivo para muitas conversas e conjecturas.

Relatório livra senadores e responsabiliza Zoghbi e Agaciel por atos secretos; veja íntegra :

GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília A comissão criada no Senado para investigar os atos secretos não-publicados pela instituição produziu, ao final de cerca de dois meses de trabalho, um relatório que isenta a Mesa Diretora da Casa de qualquer responsabilidade sobre as medidas sigilosas --inclusive o presidente da instituição, José Sarney (PMDB-AP). O relatório, publicado nesta quinta-feira na página do Senado na internet, não apresenta detalhes sobre cada ato não publicado, como havia sido prometido pela diretoria-geral da Casa. Veja íntegra do relatório O texto aponta como únicos responsáveis pela não-publicação das medidas os ex diretores do Senado João Carlos Zoghbi e Agaciel Maia --apesar de não citá-los nominalmente. "Quem determinava a publicação de um ato da comissão diretora ou de qualquer de seus membros eram o diretor-geral e o diretor da Secretaria de Recursos Humanos", diz o texto. Pelo relatório, a cúpula da instituição que avaliza a publicação dos atos não tem responsabilidade sobre aqueles mantidos em sigilo, com exceção dos diretores. "No Senado, quando o presidente da Casa, seu primeiro-secretário ou qualquer outro membro da Mesa assina um ato administrativo, não pratica ele qualquer irregularidade se o ato não vier posteriormente a ser publicado, já que não é da sua competência adotar tal providência", diz o texto. Segundo o relatório, o Senado convalidou atos secretos que tinham vícios "sanáveis" pela instituição. "A falta de publicação é um vício sanável, relacionada a formalidades posteriores ao ato, e a publicação corretiva impõe-se em atenção ao princípio da publicidade como instrumento do princípio republicano." Ao inocentar a cúpula da Casa, o relatório afirma que "a autoridade que detém a competência de assinar o ato não é, necessariamente, a mesma que determina e operacionaliza a respectiva publicação". Apesar de Sarney ter nomeado o então namorado de sua neta Henrique Bernardes para um cargo no Senado, o parlamentar disse que "namorado não é parente", sem configurar um caso de nepotismo. Os técnicos que produziram o relatório avaliam que quase todos os atos secretos tratavam de temas "corriqueiros", mas não apontaram sanções efetivas para os responsáveis pelas medidas sigilosas. "Estão em curso os processos administrativos disciplinares com a finalidade de apurar e punir os responsáveis pela não publicação, como prazo legal para conclusão dos trabalhos até o dia 07 de novembro de 2009", diz o texto. Validações Nesta semana, o Senado tornou válidos mais dez atos secretos não publicados oficialmente pela instituição em boletins de pessoal. Entre os atos que foram validados pela instituição, está o que nomeou o servidor Nilo Carvalho Neto para um cargo na diretoria-geral da Casa. Reportagem da Folha mostrou que Neto, apesar de lotado na diretoria, dava expediente no Piauí. O servidor, que é filiado ao PMDB, já foi cotado para disputar o governo do Piauí. Em entrevista à Folha, por telefone, o servidor disse que trabalhava para o senador Mão Santa (PMDB-PI). Até agora, o Senado já convalidou pelo menos 110 atos secretos --dos 511 não publicados. Somando aos dez de hoje, já são cerca de 120 convalidadas. Num primeiro momento, Sarney determinou a anulação de todos os atos. No dia 6 de agosto, foi convencido a voltar atrás em relação aos atos da Mesa Diretora. O diretor-geral argumentou para o presidente que só a Mesa poderia anular os atos tomados pelo colegiado.