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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sarney prepara cartilha contra os ‘ataques da mídia’

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) decidiu fazer mais uma derradeira tentativa de afastar de sua biografia as nódoas. O senador prepara uma cartilha de auto-defesa. No texto, oferecerá respostas ao que chama de “campanha” da mídia. O texto está pronto. Passa agora por uma revisão. Aborda as acusações que frequentaram as manchetes e que o Senado não quis investigar. Além da cartilha, Sarney organiza um jantar. Coisa seleta. O próprio senador redige, a mão, os convites. Exclui da lista de candidatos ao repasto os senadores que pontificaram na ala do “Fora, Sarney”. Ficarão de fora até alguns neocompanheiros do PT. O líder Aloizio Mercadante, por exemplo. Nesta terça (14), numa espécie de avant-première da peça que está por vir, Sarney pronunciou um discurso. A pretexto de festejar o Dia da Democracia, fustigou aquela que considera sua maior algoz: a “mídia”. Lero vai, lero vem, Sarney lecionou: “É melhor o pior Parlamento do que Parlamento nenhum’’. Esquivou-se de realçar que melhor mesmo talvez seja o melhor parlamento. Disse ter encontrado inspiração numa frase de Thomas Jefferson. Quando questionado acerca do que era melhor –se um governo sem imprensa ou uma imprensa sem governo—o ex-presidente americano agarrou-se à segunda hipótese. Mais adiante, Sarney foi ao ponto: “De certo modo, a mídia passou a ser uma inimiga das instituições representativas”. Caberia a pergunta: quem é mais inimigo das instituições, a mídia que expõe as mazelas ou os pseodurepresentantes que as praticam? Escrito por Josias de Souza às 04h59

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