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sábado, 28 de agosto de 2010

Pagodeiro Netinho leva Quercia a ‘sambar’ miudinho.

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (28) revela uma surpresa na briga pelas duas vagas reservadas a São Paulo no Senado. A novidade se chama Netinho de Paula (PCdoB). Chama-se Netinho de Paula a novidade.

Vereador, o pagodeiro ambiciona chegar à cadeira de senador sem passar pela escala de deputado. Enganchou o seu vagão numa locomotiva de calor ameno: a coligação petista de Aloizio ‘20%’ Mercadante. Porém...

Porém, Netinho escalou sete pontos percentuais desde que levou a cara à propaganda de TV, associando-a a Lula. Foi de 17% para 24%. Está agora tecnicamente empatado com Orestes Quércia (PMDB), que oscilou de 26% para 25%.

Além de levar Quercia, um apoiador de José Serra, a sambar miudinho, Netinho mastiga os votos do veterano Romeu Tuma (PTB). Despencou sete pontos. Tinha 23% antes do início do horário eleitoral. Agora, dispõe de 16%.

Marta Suplicy (PT) manteve-se no topo da pesquisa paulista. Com a publicidade eletrônica no ar, nem subiu nem caiu. Reteve o índice de 32%.

Em Minas Gerais, informa o Datafolha, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato, nada de braçada. Foi de 68% para notáveis 70%. Carrega consigo o outro candidato de sua chapa: Itamar Franco (PPS), que deslizou de 47% para 44%.

Atrás dele, empurrado por Lula, o petê Fernando Pimentel subiu cinco pontos –de 20% foi a 25%. Por ora, nada que leve Itamar a colocar o topete de molho.

Digna de nota também a resistência de Cesar Maia (DEM), no Rio. Brigando contra duas máquinas –a estadual e a federal—, oscilou de 33% para 32%.

Marcelo Crivella (PRB), o preferido de Lula derrete a três pesquisas. Largara com 42%. Fora a 40%. Com o início da TV, deslizou para 37%. Com isso, cedeu a Maia o empate técnico.

Para desassossego de Lula, o petê Lindberg Farias não constitui, por enquanto, ameaça à eleição do ex-prefeito ‘demo’. Oscilou de 22% para 24%.

Vem do Rio Grande do Sul outra surpresa de 2010. Chama-se Ana Amélia (PP). Jornalista recém saída dos quadros do Grupo RBS, ela já soma

Novata em urnas, Ana Amélia obteve na TV, o veículo no qual militava, uma ascensão de notáveis 11 pontos. Foi de 33% para 44%. E ocupa o topo da pesquisa.

Ex-governador, Germano Rigotto (PMDB) oscilou para baixo –tinha 43% e ficou com 42%. Está tecnicamente empato com a nova rival.

Paulo Paim, o eterno senador do PT, defensor dos fracos e dos aposentados, caiu de 38% para 35%. E flerta com uma derrota até bem pouco inimaginável.

O eventual infortúnio de Paim deve ser festejado por Lula com uma salva de fogos. Embora petista, o senador serve ao governo mais problemas do que soluções.

Dá-se coisa inversa em Pernambuco. Ali, Lula joga o seu prestígio contra o ‘demo’ Marco Maciel, ex-vice-presidente na gestão FHC.

Carregado por Lula, que fez questão de brindá-lo com uma gravação de apoio, o deputado Armando Monteiro (PTB) subiu quatro pontos.

De 25%, Monteiro foi a 29%. Está agora tecnicamente empatado com Maciel, que parece definhar –já havia caído de 40% para 35%. E deslizou para 33%.

À frente dos dois, na primeira colocação, aparece, com 44%, um ex-ministro de Lula, o petê Humberto Costa.

No total, o Datafolha foi ao meio-fio em oito praças. Noves fora São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Pernambuco, detectou-se cenário estável nas outras localidades.

No Paraná, continuam na liderança o pemedebê Roberto Requião (48%) e a petê Gleisi Hoffman (31%).

Na Bahia, a despeito do nariz torcido de Lula, segue na frente o neogovernista Cesar Borges, egresso do grupo do falecido ‘demo’ ACM.

Borges caiu cinco pontos. Mas, com 31%, manteve-se na liderança.

Na segunda colocação, tecnicamente empatados, os preferidos do presidente: Lídice da Mata (PSB), com 22%, e Walter Pinheiro (PT), com 21%.

Por último, o Distrito Federal. Ali, a liderança continua nas mãos de Cristovam Buarque (PDT): 45%.

Correndo pela segunda cadeira, ainda empatados tecnicamente, Rodrigo Rollemberg (PSB), com 30%, e Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com 27%.

O favoritismo de Dilma Rousseff na cena nacional levou a oposição a se concentrar na briga pelas cadeiras do Congresso, especialmente as poltornas do Senado.

Em comícios e entrevistas, Lula dirige apelos ao eleitorado para que dêem a Dilma um Senado mais dócil do que ele teve.

O presidente talvez não arranque das urnas todo o açúcar que gostaria. Porém...

Porém, dá-se de barato que o PSDB e, sobretudo o DEM, sairão da eleição menores do que entraram.

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