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sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Cabral contrata empresa de fachada para confecção de adesivos e cartazes.

O governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), contratou empresa de fachada para a confecção de ao menos 200 mil adesivos e cartazes para a sua campanha à reeleição.

A sede da empresa Soroimpress Comércio de Produtos Gráficos, cujo CNPJ consta em material de campanha de Cabral, indicada na Receita Federal e na Junta Comercial de São Paulo é um prédio em construção vazio em Sorocaba (SP).

Fundada em abril deste ano, a empresa tem como sócias duas senhoras de 84 anos. Uma não foi localizada no endereço indicado à Junta Comercial. A outra pouco sai de casa, segundo funcionários do prédio onde ela vive.

A campanha do governador afirmou que "divulga no mercado" o interesse para compra de material e escolhe a empresa que ofereça melhor preço.

A assessoria disse que não é feita "checagem dos endereços de fornecedores". Afirmou ainda que a empresa não será mais contratada. A Soroimpress havia recebido R$ 33.450, de acordo com a assessoria.

O caso foi encaminhado pela coligação de Fernando Gabeira (PV), adversário de Cabral na eleição ao governo do Rio, à Procuradoria Regional Eleitoral, que investiga o caso. Além de adesivos, foram entregues cartazes com o CNPJ da empresa.

PRÉDIO VAZIO

A Soroimpress não funciona no local indicado à Receita Federal. De acordo com um operário que trabalhava no local, o prédio, estreito, de três andares e ainda sem acabamento, vai abrigar um bloco de apartamentos. Outros disseram que nunca ouviram falar de nenhuma gráfica no bairro Jardim Santa Rosa.

A reportagem tentou entrar em contato com as sócias da empresa Ivette Martins Ayres e Antonieta Bertoni Oliveira Cabral.

No endereço residencial de Ayres funciona uma farmácia. Funcionários do local afirmam que o estabelecimento existe há 30 anos e que nunca ouviram falar de Ayres. Três salas comerciais estão instaladas sobre a farmácia, mas moradores da região afirmam que elas são alugadas para negócios sem relação com impressão.

Já no endereço de Antonieta Cabral, um prédio de classe média afastado do centro, funcionários do condomínio afirmaram que ela é aposentada e raramente sai do apartamento. Apenas seu filho, Flávio Pinhal, poderia falar com a reportagem.

Flávio é gerente da Comercial Etiquetas --cujo CNPJ também consta em adesivos de Cabral--, de acordo com funcionários desta empresa.

Apesar de os dados da Comercial constarem no material de campanha do governador, o gerente administrativo da empresa, José Meskaukas, afirmou que ela não foi contratada por Cabral. A atividade da empresa, disse ele, é a impressão de etiquetas para embalagens.

OUTRO LADO

A assessoria de imprensa da campanha de Cabral afirmou que "não faz checagem dos endereços dos seus fornecedores". Disse que contratou a Soroimpress, que não funciona no local indicado à Receita Federal, por ter oferecido o melhor preço.

"A campanha, necessitando de algum produto, divulga no mercado o seu interesse e as empresas se habilitam, oferecendo os seus preços e condições. Essa empresa, sabendo do interesse da campanha em adquirir adesivos, fez a sua oferta e ofereceu o melhor preço", disse.

A campanha do governador alegou que o site da Receita Federal não indica qualquer irregularidade na sua situação fiscal. Segundo a nota, qualquer fornecedor passa por essa checagem.

"Se efetivamente a empresa fornecedora tem algum problema fiscal, a campanha repudia tal situação, que deve ser investigada pelos órgãos competentes, e evidentemente não contrata mais esse fornecedor", diz a nota da campanha. Segundo a assessoria, a Soroimpress já havia recebido R$ 33.450.

A assessoria de Cabral afirma ter contratado a empresa Comercial Etiquetas para produzir material de campanha. A empresa, no entanto, nega ter fornecido adesivos para Cabral, embora seu CNPJ conste no material de campanha do governador.

Um comentário:

  1. Com Sérgio Cabral, Garotinho, Paulo Maluf, Renan Calheiros, Fernando Collor, José Sarney, Erenice Guerra e família, Zé Dirceu, Palocci, Genoino, os aloprados e mais toda esta gama de aliados, ainda querem que acreditemos no PT?

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